Karim e os irmãos na Casa dos Refugiados em Curitiba. | Thyago Souza/Gazeta do Povo
Karim e os irmãos na Casa dos Refugiados em Curitiba.| Foto: Thyago Souza/Gazeta do Povo

Refugiado da guerra da Síria, Karim Hanna vive com dois irmãos na Casa dos Refugiados, em Curitiba. Eles chegaram ao Brasil em 2013 após as plantações de oliveira de sua família serem tomadas por rebeldes extremistas na cidade de Aleppo. O local é mantido pelo Centro de Apoio a Estrangeiros do Brasil (Caeb) e serve como casa de passagem para os estrangeiros até conseguirem um local definitivo para viver.

“No meu país eu dormia com barulhos de bombas e tiros, era terrível. Minha cidade foi praticamente destruída. Eu tenho sorte de estar vivo. Agora quero reconstruir a vida da minha família no Brasil, que nos acolheu tão bem”, disse Karim.

Nos últimos dois anos o projeto, em parceria com a Missão Mais no Mundo, que é mantida por voluntários, trouxe ao Brasil 230 sírios que estavam em situação de risco na guerra. Desses, 70 vivem na região metropolitana de Curitiba.

Essas famílias são mantidas com a solidariedade de voluntários que pagam o aluguel de suas casas por um ano. Nesse período, os refugiados recebem ainda cestas básicas, aulas de português e são inseridos no mercado de trabalho.

Serviço

Informações sobre o projeto de apoio aos refugiados em Curitiba podem ser obtidas pelos telefones (41) 9679-8659 e (21) 98720-5730, ou pelo email etniasnobrasil@gmail.com

O coordenador do projeto, Marcos Calixto, disse que a solidariedade do povo paranaense foi fundamental para salvaguardar a vida dos imigrantes, mas a demanda de refugiados sírios no Brasil deve aumentar consideravelmente devido à comoção social causada pela foto do menino encontrado morto em uma praia da Turquia.

“Nós temos condições de socorrer mais pessoas. Para isso é necessário o engajamento da sociedade adotando famílias que hoje vivem no terror da guerra. Com gestos simples podemos livrar essas famílias da morte certa”, disse Calixto.

Há dois meses Arevig Karajian, de 18 anos, foi uma das pessoas beneficiadas pelo projeto. O risco da família permanecer em Aleppo cresceu quando o bairro em que sua mãe trabalhava foi inteiramente destruído. Ela e mais oito integrantes de sua família receberam do projeto as passagens para o Brasil e hoje estão em processo de aprendizado da língua portuguesa.

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