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Painel de voos no Aeroporto Internacional de San Francisco, EUA, na véspera de Natal. Milhares de voos foram cancelados ou atrasados pelo mundo nos últimos dias; empresas apontam casos de Covid-19 entre funcionários como uma das causas
Painel de voos no Aeroporto Internacional de San Francisco, EUA, na véspera de Natal. Milhares de voos foram cancelados ou atrasados pelo mundo nos últimos dias; empresas apontam casos de Covid-19 entre funcionários como uma das causas| Foto: EFE/EPA/JOHN G. MABANGLO

Mais de 2,6 mil voos foram cancelados e outros 8,9 mil acumulam atrasos nesta segunda-feira, centenas deles com origem ou destino em aeroportos da China, cujas autoridades não informaram se o fenômeno se deve à aplicação de novas medidas de controle sanitário nem revelaram outros motivos até o momento.

O portal especializado "FlightAware" informa que os cancelamentos aumentaram para 2.674 (mais de mil deles nos Estados Unidos) e os atrasos chegaram a 8.931.

O surgimento da variante ômicron do coronavírus causador da Covid-19 resultou no aumento das medidas de contenção e dos protocolos de segurança na maioria dos países, incluindo em alguns casos o fechamento de fronteiras ou o endurecimento dos requisitos de entrada, o que teve um forte impacto no transporte aéreo.

No caso da China, que tem uma política de tolerância zero em relação ao vírus, foram reforçados as fronteiras, os controles, quarentenas e requisitos para entrar no país, que já eram draconianos e foram intensificados com a aproximação dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que começarão em fevereiro.

Contudo, nem as autoridades de transporte do país nem a imprensa oficial divulgaram até agora qualquer informação sobre alterações nos protocolos ou cancelamentos de voos, exceto para operações no aeroporto no centro de Xian, cujos 13 milhões de habitantes estão rigidamente confinados desde quinta-feira devido a um surto.

A China não confirmou nenhum caso local de ômicron, mas confirmou vários casos desta variante "importados" de outros países. De acordo com dados oficiais, desde o início da pandemia, a China totaliza 101.277 casos positivos do novo coronavírus e 4.636 mortes.

Centenas de voos cancelados nos EUA

As principais companhias aéreas dos Estados Unidos cancelaram nesta segunda-feira, pelo quarto dia consecutivo, centenas de voos devido ao avanço da variante ômicron do coronavírus, informou a empresa americana Flight Aware.

Por volta das 15h30, horário de Brasília, 1.054 rotas que tinham como destino ou ponto de partida o país já haviam sido suspensas.

O número é inferior aos 1.517 voos que não saíram ontem. No sábado, outros mil aviões com destino ou decolagem nos Estados Unidos também não decolaram e na sexta-feira, véspera de Natal, 700 aeronaves permaneceram nos hangares, segundo a Flight Aware.

A empresa United Airlines reconheceu que o aumento dos casos pela ômicron nos EUA está tendo um "impacto direto" nas tripulações de voo e outros funcionários da empresa, que precisam ficar em casa para se recuperar da doença e não infectar outras pessoas.

As companhias aéreas Delta, JetBlue e American também disseram que o coronavírus estava causando problemas com a disponibilidade de funcionários. Empresas europeias e australianas também cancelaram voos durante o final de semana de Natal devido a infecções entre funcionários, embora o mau tempo tenha sido um fato que contribuiu para os atrasos e cancelamentos.

Na semana passada, várias companhias aéreas solicitaram aos Centros de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) que reduzissem a quarentena de pilotos vacinados infectados com coronavírus de 10 para cinco dias.

De acordo com o CDC, essa variante já se tornou predominante nos Estados Unidos, pois entre os dias 12 e 18 deste mês foi responsável por 73,2% dos novos casos.

As companhias aéreas pedem a seus viajantes que consultem sites e aplicativos para saber mais sobre seus voos.

Aeroportos mais afetados

As duas companhias aéreas mais afetadas são a China Eastern, com 423 operações canceladas e 84 atrasos, seguidas por Skywest, EUA (273 cancelamentos), Air China (198) e Alaska Airlines (141). A também chinesa Shenzhen Airlines suspendeu 81 operações e acumula 20 voos atrasados.

Por origem, o aeroporto com mais cancelamentos é o internacional de Seatlle-Tacoma, EUA (81), seguido pelo internacional de Jacarta, Indonésia (80), e seis chineses: Pequim Capital (77), Shangai Pudong (55), Shenzhen Bao'an (51), Kunming (49), Nanquim (47) e Guangzhou (45).

Em termos de cancelamentos por destino, os voos para o aeroporto de Seattle-Tacoma (91) estão em primeiro lugar, seguidos pelos de Jacarta (75) e o de Pequim Capital (74).

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