Sede do Banco da Venezuela, do grupo Santander, em Caracas: terceira maior instituição financeira do país | Jorge Silva/Reuters
Sede do Banco da Venezuela, do grupo Santander, em Caracas: terceira maior instituição financeira do país| Foto: Jorge Silva/Reuters

Governo deve anunciar hoje pacote anticrise

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu anunciar hoje um pacote econômico destinado a lidar com o impacto da queda dos preços do petróleo, que ameaça paralisar o crescimento econômico do país e esvaziar os cofres do governo.

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Caracas - A nacionalização do Banco da Venezuela, filial do grupo espanhol Santander, anunciada em julho do ano passado pelo governo, seguirá adiante, afirmou ontem o presidente Hugo Chávez, negando rumores que apontavam para a paralisação do processo em consequência da crise.

"Nós vínhamos negociando para nacionalizar o Banco da Venezuela. Então começaram a dizer que Chávez deu para trás. Não, não, nada deu para trás", declarou o presidente, em um discurso transmitido pela televisão pública. "Anuncio a nacionalização do Banco da Venezuela para dar mais força ao sistema bancário público nacional, e para impulsionar políticas de desenvolvimento econômico e social com a montanha de dinheiro dos bancos privados, que movimentam quantias superiores ao orçamento nacional", acrescentou.

Em Madri, porta-vozes do Grupo Santander disseram estar esperando pela concretização do processo desde novembro de 2008, porque as negociações estavam "muito adiantadas". No entanto, com a passagem dos meses, o projeto de nacionalização pareceu se afastar com a chegada da crise financeira, que, segundo o próprio Chávez, obrigava Caracas a "rever" o preço estabelecido.

Com a nacionalização do Banco da Venezuela, terceiro maior do país, que teve 96% do capital comprado pelo Santander em 1996, o Estado se tornará o mais poderoso agente do sistema financeiro venezuelano. O Banco da Venezuela representa menos de 2% dos negócios do Grupo Santander, que opera em toda a América Latina.

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