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Autoridade sanitária advertiu cidadãos a permanecerem longe de aves mortas ou doentes e a buscarem tratamento imediato em caso de sintomas respiratórios ou febre
Autoridade sanitária advertiu cidadãos a permanecerem longe de aves mortas ou doentes e a buscarem tratamento imediato em caso de sintomas respiratórios ou febre| Foto: EFE/EPA/MADS CLAUS RASMUSSEN

A China confirmou o primeiro caso humano de gripe aviária H3N8, mas a autoridade de saúde afirma que o risco de transmissão da doença entre pessoas é baixo. Em circulação desde 2002, a cepa foi inicialmente detectada em aves aquáticas norte-americanas e tem casos de infecção registrados em cavalos, cães e focas.

Segundo a CNS (Comissão Nacional da Saúde) da China um menino de quatro anos, morador da província central de Henan, testou positivo para a variante depois de ser hospitalizado com febre e outros sintomas, em 5 de abril. O comunicado, divulgado na terça-feira (26), acrescenta que o paciente teve contato com galinhas e corvos criados pela família.

Exames realizados em pessoas próximas à criança não detectaram “anomalias”, segundo a CNS. A comissão ressaltou que a infecção do menino ocorreu diretamente pelas aves e que “o risco de transmissão em larga escala é pequeno". Ainda assim, a autoridade sanitária advertiu os cidadãos a permanecerem longe de aves mortas ou doentes e a buscarem tratamento imediato em caso de sintomas respiratórios ou febre.

As grandes populações chinesas de aves de criação e selvagens são o cenário ideal para mutações de vírus aviários. Pessoas que trabalham com esses animais ou vivem em regiões próximas costumam ser as mais expostas a infecções.

No ano passado, a China relatou o primeiro caso humano de H10N3. O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos aponta que as cepas H5N1 e H7N9 da gripe aviária, detectadas em 1979 e 2013, foram responsáveis pela maioria dos casos humanos de gripe aviária. Em 2012, o H3N8 matou mais de 160 focas nos EUA, após provocar uma pneumonia nos animais.

Vice-chefe da unidade de virologia do Instituto Pasteur, no Camboja, Erik Karlsson disse à agência Reuters que o vírus “exige vigilância ampliada”. Isso porque, mesmo sendo bastante raras, infecções humanas podem levar a mutações adaptativas, com potencial de que o vírus se espalhe com mais facilidade entre mamíferos. "Precisamos estar preocupados com todos os eventos de transbordamento", alertou.

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