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Eleições nos EUA

Como foi o “encontro” de Trump e Biden com eleitores nesta quinta-feira (15)

    • Gazeta do Povo
    • 15/10/2020 22:19
    Os candidatos à presidência dos EUA, Donald Trump e Joe Biden.
    Os candidatos à presidência dos EUA, Donald Trump e Joe Biden.| Foto: AFP

    Na noite desta quinta-feira (15), a 19 dias das eleições, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o candidato do Partido Democrata à presidência, Joe Biden, responderam a perguntas dos eleitores e disputaram a audiência na televisão do país. Enquanto o republicano encarou questionamentos dos norte-americanos na NBC de Miami, Flórida, por uma hora, o democrata fez o mesmo na ABC da Filadélfia, Pensilvânia, durante 1h30.

    Eventos desse tipo são uma tradição da política dos Estados Unidos e são conhecidos como Town Hall. Nesses encontros, os candidatos respondem, em transmissão ao vivo pela televisão, a perguntas formuladas por um painel de eleitores, que são supervisionados por um moderador. Tanto a Flórida quanto a Pensilvânia, onde os candidatos se apresentaram nesta noite, são considerados estados-chave nas eleições dos Estados Unidos. Em 2016, Trump venceu em ambos. Até o momento, porém, Biden está à frente nas pesquisas nessas localidades.

    Estava previsto originalmente para a data o segundo debate entre os candidatos. Após saber que o evento seria realizado de forma online, entretanto, Trump disse que não participaria. A decisão de realizar o encontro de forma remota foi tomada pela comissão que organiza os debates eleitorais após o candidato à reeleição ter contraído o novo coronavírus. A informação de que Trump, agora curado, estava com a doença foi confirmada apenas alguns dias após o primeiro debate, que ocorreu de forma presencial no dia 29 de setembro.

    Coronavírus

    A pandemia de Covid-19, assim como no primeiro debate presidencial e no debate entre os candidatos à vice-presidência, Kamala Harris e Mike Pence, foi abordada logo no início dos eventos desta quinta-feira (15). Trump disse que está se sentindo bem e afirmou que não conseguia se lembrar se realmente foi testado no dia do primeiro debate, em 29 de setembro, porque "testa o tempo todo". Segundo o republicano, ele testou positivo já no dia seguinte ao encontro com Biden.

    Enquanto isso, na Filadélfia, Biden voltou a criticar o modo como a atual gestão lidou - e vem lidando - com a pandemia. Para Biden, Trump "perdeu oportunidades enormes e continuou dizendo coisas que não eram verdade", como a alegação de que até a Páscoa, em abril, a doença já teria ido embora. O vice-presidente de Barack Obama falou que no lugar de Trump, sua primeira ação seria enviar norte-americanos à China para saber melhor sobre o vírus.

    A respeito da imunização, Biden deixou claro que vai tomar uma vacina contra o Sars-CoV-2 quando os cientistas disserem que é seguro, após todos os testes necessários. Ele falou, ainda, que deveria ser considerado tornar a vacinação obrigatória.

    Supremacistas brancos

    Ao causar polêmica por não denunciar de forma mais dura os supremacistas brancos no primeiro debate presidencial, Trump se pronunciou a respeito no Town Hall de Miami.

    "Eu denunciei os supremacistas brancos. Denunciei a supremacia branca por anos, mas vocês sempre começam com essa pergunta... Vocês não perguntaram a Joe Biden se ele denuncia ou não a Antifa", disse Trump. "Eu denunciei a supremacia branca. E eu denuncio a Antifa e denuncio essas pessoas de esquerda que estão incendiando nossas cidades, que são dirigidas por democratas", afirmou, referindo-se aos protestos contra a violência policial que tomaram os Estados Unidos desde a morte de George Floyd, no fim de maio.

    Impostos

    Biden também comentou sobre seu plano de reverter cortes de impostos promovidos pela gestão de Donald Trump. Na Filadélfia, garantiu que a medida atingiria somente os ricos, e não a classe média.

    “Se aumentarmos o imposto corporativo de volta para 28%, o que é um imposto justo, você teria uma arrecadação de mais de US$ 1 trilhão somente com esse ato”, disse Biden. “Se você garantir que as pessoas que ganham mais de US$ 400 mil paguem o que pagavam no governo Bush, temos outros US$ 92 bilhões".

    Já Trump, em Miami, foi questionado novamente sobre a polêmica envolvendo seu Imposto de Renda. Segundo reportagem do New York Times publicada no fim de setembro, Trump pagou apenas US$ 750 dólares de IR no ano em que venceu a eleição e a mesma quantia no primeiro ano em que esteve na Casa Branca.

    O candidato à reeleição afirmou que está sob auditoria e que foi "muito maltratado pelo IRS [Internal Revenue Service, equivalente norte-americano à Receita Federal]".

    Suprema Corte

    Outro assunto que apareceu na noite desta quinta-feira (15) foi a Suprema Corte dos EUA. Com Amy Coney Barrett, Trump chegou à sua terceira indicação ao mais alto tribunal norte-americano. O último presidente que conseguiu tal feito em um primeiro mandato foi Richard Nixon, na década de 1970.

    Ao ser perguntado sobre um possível "empacotamento" da Suprema Corte - aumentar o número de juízes -, Biden alegou não ser "fã" da medida, mas que vai tomar uma posição mais clara após o processo de confirmação de Barrett ser finalizado.

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