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Um conflito iniciado na noite de sábado no oeste de Uganda, perto da fronteira com a República Democrática do Congo, culminou na morte de mais de 50 pessoas, de acordo com relatos da imprensa e das autoridades locais. O Exército de Uganda informou que homens armados mataram 17 pessoas ao atacarem três delegacias e um quartel militar na região, que já foi palco da insurgência de rebeldes islâmicos. Em contrapartida, 41 dos agressores foram mortos, segundo o porta-voz das Forças de Defesa do Povo de Uganda, Paddy Ankunda. Ele disse que entre os 17 mortos pelos agressores estão três policiais e cinco soldados. Segundo a imprensa local, um soldado e seus três filhos morreram no ataque. Além dos mortos pelas forças oficiais, 12 agressores foram capturados durante os ataques no sábado à noite, acrescentou o porta-voz. "Estamos interrogando aqueles que capturamos e esperamos encontrar quem está por trás desses ataques", declarou. Os confrontos começaram no sábado, horas após o Exército anunciar ter matado um homem suspeito de ter participado de um ataque contra uma igreja há duas semanas. Nesse ataque, realizado por grupos muçulmanos, uma mulher foi decapitada e sua cabeça foi colocada no altar. A recente decisão do governo ugandense de elevar a categoria de alguns chefes tribais provocou grande mal-estar em outras tribos, que acusam o presidente Yoweri Museveni de oportunismo político. O porta-voz militar Ronald Kukurungu disse que os arruaceiros começaram utilizando armas rudimentares, até que decidiram atacar a polícia e os militares para tomar suas armas. Os agressores roubaram 13 armas das delegacias que atacaram, acrescentou o porta-voz militar. Diante do temor do recrudescimento da tensão e que os distúrbios se estendam pelo país, o Exército redobrou a presença na região e moradores dos povoados afetados deixaram suas casas.

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