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Presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, ameaça adiar julgamento de Trump no Senado
Presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, ameaça adiar julgamento de Trump no Senado| Foto: SAUL LOEB/AFP

Momentos após uma votação histórica a favor do impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi (democrata), disse que a Casa poderia reter temporariamente o envio do processo para o Senado, onde o republicano deve ser julgado – uma decisão que, segundo ela, poderia depender de como o Senado, de maioria republicana, vai escolher conduzir o julgamento de Trump.

Mesmo que a Câmara dos Deputados já tenha aprovado o impeachment em uma votação nesta quarta-feira (18), para que o processo siga adiante os legisladores da Casa precisam escolher alguns membros para serem "gerentes do impeachment", figuras que vão desempenhar um papel de promotores no julgamento no Senado, apresentando os dois artigos do impeachment que foram aprovados contra Trump - de obstrução do Congresso e abuso de poder.

"Não podemos nomear gerentes até que vejamos como será o processo no Senado", disse ela. "Até agora, não vimos nada que nos pareça justo. Espero que seja justo. E quando virmos isso, enviaremos nossos gerentes", acrescentou, demonstrando preocupação com os recentes comentários do presidente do Senado, o republicano Mitch McConnell, de que o planejamento do julgamento foi coordenado estreitamente com a Casa Branca e de que Trump seria absolvido rapidamente.

Se nenhum acordo for alcançado a respeito das testemunhas do processo, o julgamento poderá ser adiado indefinidamente, negando a Trump a absolvição esperada. Essa jogada, porém, é questionada dentro da própria bancada democrata, especialmente pelos deputados de estados em que os republicanos podem vir a vencer no futuro (swing states). Muitos deles estavam ansiosos para tirar a saga do impeachment do caminho e se concentrar na agenda governamental dos democratas - incluindo infraestrutura e leis sobre saúde.

Conteúdo editado por:Isabella Mayer de Moura
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