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Londres - Os físicos de origem russa An­­dré Geim e Konstantin No­­vo­­se­­lov acrescentam o Nobel de Fí­­sica a currículos científicos atípicos e até mesmo lúdicos. O epi­­sódio da levitação de sapos, que rendeu a Geim o Ig Nobel (veja no box acima) é só o começo.

O comitê chegou a destacar que os dois mostram que a ciência não precisa ser chata. "O humor é uma de suas marcas, você sempre aprende algo no processo e, quem sabe, pode até ganhar o maior prêmio", afirma o comitê no comunicado de atribuição do prêmio.

Os dois chegaram a desenvolver um tipo de fita adesiva sintética, mas sem cola, inspirada nos milhões de pelos das patas dos lagartos que permitem aos répteis subir as paredes, material que está atualmente em de­­senvolvimento.

O próprio grafeno, que lhes rendeu o Nobel e pode revolucionar a informática, foi isolado com duas coisas tão simples quanto um pedaço de fita adesiva e uma lâmina de grafite de lápis.

Geim, o professsor de 51 anos, é também cidadão holandês, enquanto Novoselov, aluno prodígio de 36 anos, possui dupla cidadania britânica e russa. Os dois nasceram e estudaram na Rússia, mas se conheceram na Universidade Radboud de Nimega (Holanda), antes de começar a trabalhar em 2001 como professores da Univer­­si­­dade de Manchester (noroeste da Inglaterra).

Para Geim, o Nobel é um "es­­tímulo para trabalhar ainda mais que antes".

"Minha experiência demonstra que há uma surpreendente plenitude de fenômenos esperando para ser descobertos", afirmou em 2009.

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