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Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, ao centro| Foto: Sam Yeh / AFP

Em um raro telefonema ministerial a Taipé nesta segunda-feira (27), os Estados Unidos reafirmaram seu apoio "concreto e contínuo" à participação de Taiwan nos eventos da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma jogada que deve irritar o governo da China, que considera Taiwan uma província rebelde.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde e Bem Estar de Taiwan, o chefe da pasta, Shih-Chung Chen, conversou por 30 minutos com o seu homólogo americano, Alex Azar II. Eles trataram, particularmente, sobre a "necessidade da inclusão de Taiwan na OMS".

Chen disse ao secretário Azar, segundo a nota, que espera que os EUA continuem apoiando a plena participação de Taiwan na Assembleia Mundial da Saúde como observador, bem como em reuniões, mecanismos e atividades da OMS.

A Assembleia é o órgão decisório da organização, onde os 194 países-membros das Nações Unidas estão representados por seus respectivos ministros da Saúde. Em 2020, o encontro ocorrerá entre 17 e 20 de maio, em Genebra, na Suíça.

Entre 2009 e 2016, Taiwan participou da assembleia como observador, com o aval da China. Porém, isso mudou depois da eleição da presidente taiwanesa Tsai Ing-wen, que é considerada separatista por Pequim.

No telefonema, Azar reafirmou "o apoio contínuo e concreto dos EUA à expansão da participação de Taiwan na OMS e na arena global da saúde", diz o comunicado. Além disso, o secretário americano elogiou os esforços de Taiwan contra o novo coronavírus e agradeceu ao país pelo fornecimento de máscaras de proteção. Ao fim da conversa, ambas as partes concordaram em melhorar o intercâmbio bilateral e expandir a cooperação em saúde, especialmente em pesquisa e desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra a Covid-19.

Taiwan não faz parte das Nações Unidas e tem relações diplomáticas com apenas 15 países - o mais importante deles, o Paraguai. A relação com os Estados Unidos não é oficial, mas ambos cooperam em uma série de questões. Por exemplo, no ano passado, os Estados Unidos aprovaram a venda de US$ 2,2 bilhões em armas para Taiwan.

O telefonema raro entre os dois chefes da Saúde enfatiza a cooperação que os dois países vem desenvolvendo no combate à pandemia de Covid-19, em contraste com as tensões entre EUA e China, aprofundadas pela crise do coronavírus. Taiwan, apesar da proximidade com a China, registrou apenas 429 casos da doença até esta terça-feira. Seis pessoas morreram.

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