Imagem de ressonância obtida de cabeça e torso | David Brunner e Klaas Pruessmann/Divulgação
Imagem de ressonância obtida de cabeça e torso| Foto: David Brunner e Klaas Pruessmann/Divulgação

O desconfortável aperto no interior das máquinas de ressonância magnética podem estar com os dias contados. Uma equipe de pesquisadores suíços desenvolveu e testou uma nova forma de usar esse tipo de diagnóstico, que não só dá mais espaço para o pobre paciente como também pode ser até mais precisa, em certas circunstâncias.

O novo conceito de MRI (imageamento de ressonância magnética, na sigla inglesa) está descrito num artigo na edição desta semana da revista científica "Nature". Na pesquisa, David O. Brunner e seus colegas da Universidade de Zurique encontraram uma maneira de transmitir e receber as ondas de rádio que são essenciais para a obtenção de imagens a uma distância mais longa do que o normal, graças à instalação de um sistema condutor especial no interior da máquina.

A ressonância magnética depende basicamente do "bamboleio" dos átomos de hidrogênio presentes na água que circula pelo corpo. As ondas de rádio e o campo magnético emitidos pelo aparelho fazem com que esses átomos rodem feito um pião, "rebatendo" mais ondas de rádio para um detector. Com isso, dá para obter imagens do interior do corpo com base no posicionamento e na circulação da água no organismo.

O problema é que, para aumentar a sensibilidade e a resolução das imagens, os aparelhos usam campos magnéticos cada vez mais intensos e, para que isso funcione, o espaço entre o paciente e o aparelho tem de ficar cada vez menor. O aperto se tornou tão grande que uma das maiores causas de rejeição dos pacientes a esse exame é a claustrofobia.

A nova tecnologia deve permitir exames refinados com um diâmetro de 90 cm como espaço para o paciente, o que certamente evitará os problemas de claustrofobia, além de abrir espaço para um possível aumento na precisão dos exames.

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