A polícia de Israel reabriu nesta sexta-feira (31) a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do Islã, para a tradicional oração muçulmana e reforçou a segurança em todo o perímetro do centro velho da cidade.

Como já é norma há algumas semanas, só os maiores de 50 anos poderão entrar na mesquita de Al Aqsa para a oração comunitária das sextas-feiras, por isso, espera-se que milhares de muçulmanos orem nas ruas, atrás das cercas que impedem o acesso às portas e muralhas da cidadela.

A cidade amanheceu calma nesta sexta-feira após uma noite de incidentes esporádicos entre jovens palestinos, colonos judeus e efetivos da polícia nos bairros do leste da capital, como Suafat, Beit Hanina e Abu Tor.

Também houve enfrentamentos em uma das ruas que levam à Esplanada das Mesquitas dentro do bairro árabe da Cidade Antiga, onde um palestino foi detido e outro ficou levemente ferido.

A segurança foi reforçada diante da possibilidade que centenas de pessoas se desloquem para a zona da mesquita de Al Aqsa, depois que o movimento nacionalista Fatah convocou para hoje "um dia de ira", em protesto pelo fechamento do santuário e em defesa do mesmo.

Israel decidiu impedir ontem o acesso dos muçulmanos à Esplanada, pela primeira vez em 40 anos, em resposta à tentativa de assassinato do rabino Yehuda Glick, um importante ativista da direita ultranacionalista e messiânica que luta para mudar o status da Esplanada e reabri-la para as orações judaicas.

Glick, que está internado em estado grave, foi supostamente baleado em Jerusalém Ocidental por um ex-condenado palestino que, horas depois, foi morto a tiros pela polícia israelense no bairro de Abu Tor, quando aparentemente resistiu à prisão.

Os palestinos denunciaram que o fechamento da Esplanada, onde o judaísmo afirma que era o local do templo destruído pelos romanos há 2 mil anos, só aumentaria a crescente tensão na cidade santa, que vem desde junho, com detenções, confrontos e protestos quase todos os dias.

A Esplanada é administrada pelo Ministério de Assuntos Religiosos da Jordânia (Awqaf) desde 1967, mas é efetivamente controlada pelas forças israelenses. O local é utilizado para as tradicionais orações muçulmanas das sextas-feiras, já que as leis judaicas proíbem as preces no local até que o Messias retorne e construa o Terceiro Templo.

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