Manifestantes na capital norte-americana: membros de minoria muçulmana perseguida na China sofrem em prisão para terroristas | Karen Bleier/AFP
Manifestantes na capital norte-americana: membros de minoria muçulmana perseguida na China sofrem em prisão para terroristas| Foto: Karen Bleier/AFP

Hillary visita Indonésia, onde Obama morou

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, desembarcou em Jacarta ontem com o objetivo de melhorar a imagem de seu país perante o país de maior população muçulmana do mundo e entre seus vizinhos asiáticos, com a promessa de uma nova postura norte-americana de trabalhar em conjunto e dar ouvidos à Indonésia e ao restante do sudeste da Ásia.

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Washington - O Tribunal de Recursos de Washington negou autorização para que 17 chineses muçulmanos da etnia uigur fossem libertados em território americano ontem. Com a sentença, o grupo irá continuar preso no centro de detenção para suspeitos de terrorismo da base militar americana de Guantánamo, em Cuba.

A sentença do Tribunal de Recursos cassa uma decisão anterior, de primeira instância, que autorizava a soltura dos chineses. Eles estão presos há seis anos, embora, há quatro, os Estados Unidos tenham decidido retirar suas acusações de terrorismo. Os juízes do Tribunal de Recursos decidiram, por dois votos a um, que um juiz federal não pode decidir quem entra no país e que isso deve ser feito pelo Poder Executivo.

Para os magistrados, somente o Executivo pode tomar decisões sobre imigração, e isso não muda pelo motivo de os EUA manterem os homens presos há anos, sem acusações formais.

Faz alguns anos que a situação dos uigures incomoda os EUA. Para o governo americano, os chineses têm ligações com um grupo militante que impede seu retorno para a China, sob risco de tortura. No começo deste mês, Pequim pediu a outros países que não aceitem receber os uigures, o que gerou um impasse diplomático.

Esse impasse pode retardar os projetos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, em seu primeiro dia de trabalho na Casa Branca, determinou a interdição da detenção no prazo máximo de um ano.

Em outubro passado, o juiz Ricardo Urbina havia decidido que, como não eram combatentes inimigos, os chineses poderiam ser soltos nos EUA e criticou o então presidente, George W. Bush (2001– 2008), por tê-los mantido presos, sem acusações. "Eu acho que chegou a hora de jogar a luz da Constituição sobre os motivos da prisão.''

Os EUA soltaram quatro uigures de Guantánamo em 2006 e os enviaram para a Albânia – na época, o único país disposto a recebê-los. Ontem, um tribunal de imigração da Suécia concedeu asilo a um daqueles quatro chineses, cuja irmã já vive lá.

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