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Danos após ataque de foguete em complexo militar no aeroporto de Erbil que abriga tropas estrangeiras da coalizão com os EUA, em 19 de fevereiro. Foguetes foram lançados contra alvos americanos no Iraque por facões alinhadas ao Irã
Danos após ataque de foguete em complexo militar no aeroporto de Erbil que abriga tropas estrangeiras da coalizão com os EUA, em 19 de fevereiro. Foguetes foram lançados contra alvos americanos no Iraque por facões alinhadas ao Irã| Foto: KURDISTAN 24 CHANNEL / AFP

Os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo na Síria nesta quinta-feira (25) contra instalações usadas por milícias apoiadas pelo Irã próximas à fronteira com o Iraque, informou o Pentágono.

O bombardeio foi autorizado pelo presidente americano Joe Biden como resposta aos recentes ataques contra pessoal dos EUA e da coalizão e a atuais ameaças contra esse pessoal, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, em comunicado.

Um ataque de foguetes contra o complexo militar localizado no aeroporto de Erbil, no norte do Iraque, deixou um civil americano morto e pelo menos outras seis pessoas feridas duas semanas atrás. A base militar abriga, desde 2014, tropas americanas e da coalização que atuam para combater o Estado Islâmico na região. Um grupo militante obscuro chamado Awliya al-Dam (Guardiões do Sangue) assumiu a autoria do atentado.

O Observatório da Síria para Direitos Humanos afirmou que 17 combatentes pró-Irã morreram no ataque desta noite, segundo a AFP.

Ainda segundo o comunicado do Pentágono, a ofensiva militar "proporcional", que foi coordenada com medidas diplomáticas e executada após consulta a parceiros da coalizão, destruiu instalações localizadas em um ponto de controle na fronteira usado por grupos militantes, incluindo o Kait'ib Hezbollah e o Kait'ib Sayyid al-Shuhada.

"A operação envia uma mensagem clara: o presidente Biden atuará para proteger o pessoal americano e da coalizão. Ao mesmo tempo, nós agimos de uma maneira deliberada para não escalar a situação geral no leste da Síria e do Iraque", afirmou Kirby.

Oficiais do Pentágono disseram à imprensa americana na noite desta quinta-feira que o ataque foi no lado sírio da fronteira para evitar reações diplomáticas do Iraque. As autoridades ofereceram ao presidente alvos maiores como opção, mas Biden preferiu esse alvo menor - um conjunto pequeno de prédios usados para o trânsito de pessoal da milícia para dentro e fora do país, disseram os oficiais da Defesa, segundo noticiou o NY Times. As autoridades acreditam que o local servia como posto para operações de contrabando de armas.

O governo Biden e o Irã têm se preparado para retomar as negociações para o retorno ao acordo nuclear. O processo pode ser complicado pelo ataque americano.

Série de ataques contra alvos americanos no Iraque

Dias após o bombardeio contra o aeroporto de Erbil, um ataque contra uma base que abriga forças americanas ao norte de Bagdá deixou pelo menos um civil ferido. Na segunda-feira, foguetes foram lançados contra a embaixada americana na Zona Verde da capital iraquiana, área de alta segurança onde estão localizadas representações diplomáticas e órgãos do governo.

O Iraque está investigando os ataques. Autoridades americanas e iraquianas dizem que grupos menores estão executando os atentados para que o Irã não seja responsabilizado.

"Nós já afirmamos anteriormente que iremos responsabilizar o Irã pelas ações de seus aliados que ataquem americanos", alertou Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, na segunda-feira. "Muitos desses ataques usam armas fabricadas e fornecidas pelo Irã".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou qualquer relação de Teerão com o bombardeio em Erbil. O país também não assumiu a responsabilidade de nenhum dos outros ataques.

Joe Biden e o primeiro-ministro do Iraque, Mustafa al-Kadhimi, discutiram a série de ataques em telefonema na terça-feira, dizendo que os responsáveis devem ser punidos.

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