Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou novas medidas de combate ao coronavírus, na Casa Branca, Washington, 21 de dezembro
O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou novas medidas de combate ao coronavírus, na Casa Branca, Washington, 21 de dezembro| Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

Os Estados Unidos e vários países da Europa anunciaram novas medidas para tentar conter a propagação da variante ômicron do coronavírus, às vésperas do segundo Natal da pandemia de Covid-19.

"Se você não está totalmente vacinado, tem boas razões para se preocupar. Você tem alto risco de ficar doente", afirmou Biden em discurso nesta terça-feira na Casa Branca em que detalhou novas medidas para frear os contágios de coronavírus. "Os não vacinados têm um risco significativamente mais alto de parar em um hospital ou de morrer. Quase todos os que morreram de Covid-19 nos últimos meses não estavam vacinados", alertou.

O presidente americano disse que, como a ômicron se espalha com muita facilidade, possivelmente haverá um grande número de vacinados infectados com Covid, mas essas pessoas estarão mais protegidas contra casos graves e mortes pela doença.

Biden ressaltou ainda a importância da terceira dose da vacina, lembrando que ele e o ex-presidente Donald Trump já receberam a dose de reforço, assim como 60 milhões de americanos.

Ao mesmo tempo, Biden disse que, embora a variante ômicron cause preocupação, não se deve "entrar em pânico". "Estamos preparados para combater a ômicron. Não é como em março de 2020", disse o presidente americano.

Entre as medidas para conter a propagação da ômicron anunciadas por Biden estão a mobilização de médicos militares e do governo federal em hospitais, a distribuição de 500 milhões de testes rápidos de Covid para serem usados em casa e a ampliação de postos de vacinação.

Para disponibilizar mais profissionais nos hospitais, Biden instruiu o secretário de Defesa Lloyd Austin a preparar cerca de 1.000 profissionais, incluindo médicos militares, enfermeiros e paramédicos, para atuarem neles nos meses de janeiro e fevereiro. Médicos do governo federal também estarão imediatamente disponíveis para apoiar os governos estaduais.

Além disso, a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) providenciará um centro de coordenação de resposta nacional para que equipes de especialistas desse órgão avaliem as necessidades hospitalares de estados e outros territórios do país. As ações incluem a garantia do fornecimento de milhares de máscaras e mais de 100 mil ventiladores hospitalares.

Portugal antecipa restrições

O governo de Portugal decidiu antecipar as restrições que havia planejado para janeiro para combater a quinta onda de contágios por Covid-19 e anunciou medidas mais duras para as festividades de fim de ano, como a obrigação de apresentar um teste negativo para a doença para entrar em restaurantes.

A variante ômicron cresceu exponencialmente e já é responsável por 46,9% dos casos de Covid-19 no país, cujas autoridades sanitárias relataram um total de 5.754 novos contágios e 16 mortes nesta terça-feira. As autoridades preveem uma prevalência de cerca de 80% da nova variante até o final do ano no país.

O primeiro-ministro, António Costa, apresentou as novas medidas nesta terça-feira. A chamada "semana de contenção" de infecções, prevista para começar em 2 de janeiro, será antecipada para 25 de dezembro, quando entrarão em vigor o teletrabalho obrigatório e o fechamento de casas noturnas e bares.

Além disso, será obrigatório apresentar um teste negativo de Covid, mesmo para pessoas vacinadas, para entrar em restaurantes e cassinos nos dias 24, 25, 30 e 31 de dezembro e 1º de janeiro. Nesses dias, o consumo de álcool e encontros de mais de dez pessoas serão proibidos nas vias públicas.

A partir de 25 de dezembro será necessário apresentar um teste de Covid negativo em hotéis e alojamentos turísticos, casamentos e batizados, eventos empresariais, culturais e em locais esportivos.

O governo português também reduzirá a capacidade de lotação das lojas para evitar aglomerações nos dias após o Natal, quando muitos presentes são trocados. As medidas ficarão em vigor até 9 de janeiro, e o governo planeja rever, no dia 5, a possibilidade de prorrogá-las.

Costa também apelou que os portugueses façam um teste antes das reuniões familiares - o governo está ampliando a cobertura dos testes gratuitos de quatro para seis por mês por cidadão - e para evitar reuniões com muitas pessoas. "Este ainda não é um Natal normal", enfatizou.

Na última quarta-feira, Portugal registrou 5,8 mil novos casos, o número mais alto desde fevereiro, quando o país ainda estava sob medidas de confinamento. No entanto, as mortes e hospitalizações são significativamente mais baixas do que naquela época, quando se relatavam mais de 200 óbitos por dia.

Suécia reforça medidas

A Suécia pedirá que todos os funcionários trabalhem de casa quando possível e irá impor regras mais rígidas para o distanciamento social, anunciou o governo sueco nesta terça-feira.

As regras também exigem que bares, restaurantes e eventos fechados ofereçam atendimento apenas a clientes sentados. As autoridades de saúde do país preveem uma média de novos casos diários de 15 mil em meados de janeiro. Nas ondas anteriores da pandemia, o pico chegou no máximo a 11 mil casos diários no país, segundo noticiou a Reuters.

Alemanha aperta restrições após o Natal

A Alemanha anunciou uma série de novas medidas que entrarão em vigor em 28 de dezembro para tentar controlar os contágios de coronavírus.

Encontros privados serão limitados a dez pessoas, mesmo para os vacinados ou recuperados de Covid-19. Crianças com menos de 14 anos não entram na conta. Casas noturnas permanecerão fechadas. A regra "2G", que permite acesso apenas a vacinados e a quem se recuperou recentemente da doença, será aplicada em cinemas e teatros.

Grécia distribui testes

A Grécia disponibilizará para toda a população dois testes caseiros gratuitos de Covid-19 durante o período do Natal, além dos dois que já tinham sido oferecidos no começo deste mês.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, recomendou nesta terça-feira que um dos testes adicionais que serão distribuídos seja utilizado durante as festas e o outro logo após o Ano Novo. O objetivo, segundo o premiê, é retardar ao máximo a propagação da variante ômicron na Grécia, onde há dezenas de pessoas infectadas.

De acordo com Mitsotakis, em uma segunda fase, após o recesso de Natal, serão analisadas medidas adicionais, tais como a extensão do trabalho remoto ou o ajuste dos horários de funcionamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos. O que não está previsto, em nenhuma circunstância, é o fechamento de escolas.

Mitsotakis também anunciou que decidiu recusar a sugestão de exigir testes negativos de pessoas, vacinadas ou não, que desejem entrar em restaurantes ou outros estabelecimentos do setor de entretenimento. "Considero que tal medida seria injusta para os vacinados e, além disso, seria muito difícil implementá-la. Portanto, em vez de impor algo a todos, escolhi confiar nos cidadãos", disse ele.

As medidas que estão atualmente em vigor exigem a apresentação de um certificado de vacinação ou atestado que comprove que o indivíduo teve Covid-19 recentemente para permitir a entrada em lojas. Os não vacinados precisam apresentar um PCR negativo ou teste de antígeno. Além disso, apenas pessoas vacinadas ou que já contraíram a doença podem entrar em bares e clubes.

O governo da Grécia, que insistiu que não vai decretar um novo confinamento geral, anunciou na segunda-feira que até 10 mil oficiais vão realizar inspeções diárias para verificar a implementação das medidas durante as festas de fim de ano.

Israel aplicará quarta dose

Também em outras regiões os governos estão atuando para frear o avanço da ômicron. Israel começará a aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com mais de 60 anos e trabalhadores da área da saúde quatro meses após a terceira injeção.

O comitê de especialistas que assessora o governo israelense na resposta à pandemia do coronavírus aprovou a iniciativa nesta terça-feira, a pedido do primeiro-ministro, Naftali Benet, que se comprometeu a iniciar a campanha imediatamente. O objetivo é combater a quinta onda de contágio, provocada principalmente pela variante ômicron do vírus.

Mais de 4 milhões de pessoas já receberam a terceira dose da vacina da Pfizer em Israel, um dos primeiros países do mundo a lançar com sucesso uma campanha de imunização, há um ano.

Com mais de 62% da população inoculada com pelo menos duas doses de Pfizer e quase 45% com três doses, o foco da campanha de vacinação tem sido, até agora, as crianças de 5 a 11 anos, que têm taxas de inoculação muito baixas - apenas 11% receberam pelo menos uma dose, apesar de já haver liberação para essa faixa etária há um mês.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]