Imigrantes africanos resgatados por missão britânica nesta quarta-feira (13) | CARL OSMOND/MOD / HANDOUT/EFE
Imigrantes africanos resgatados por missão britânica nesta quarta-feira (13)| Foto: CARL OSMOND/MOD / HANDOUT/EFE

O órgão executivo da União Europeia propôs nesta quarta-feira (13) o acolhimento de 20 mil refugiados ao longo de dois anos e a sua distribuição por toda a Europa, mas dando à Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca a opção de não aceitar nenhum.

Chocada com as mortes de imigrantes do norte de África que tentam chegar à Europa através do Mediterrâneo, a União Europeia está tentando pôr em prática uma forma mais justa de reassentar quem pleiteia asilo num momento em que os partidos anti-imigração estão em ascensão.

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A Itália e outros países do sul da Europa estão clamando por ajuda da UE para lidar com o influxo mas, enquanto a Itália, Alemanha e Áustria apoiam um sistema de cotas, alguns Estados do bloco se opõem.

“Nenhum país deve ser deixado sozinho para enfrentar grandes pressões migratórias”, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em sua conta no Twitter, depois que as propostas foram publicados.

Com base em um regime de cotas estabelecido de acordo com a dimensão do país, a produção econômica e outras variáveis, a Alemanha ficaria com a maioria dos imigrantes, seguida pela França e Itália, e com a Grã-Bretanha com a opção de ficar de fora.

Horas antes de os planos serem revelados, a ministra britânica do Interior, Theresa May, criticou a abordagem da UE, dizendo que ao não enviar de volta os imigrantes com motivações econômicas, o bloco os está incentivando a viajar à região.

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