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O ex-magnata do petróleo Mikhail Khodorkovski foi libertado nesta sexta-feira após ser indultado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, segundo o Serviço Federal Penitenciário do país.

O empresário, considerado pelos defensores dos direitos humanos como o preso político mais importante da Rússia de Putin, passou os últimos dez anos atrás das grades após ser condenado a quase 14 anos de detenção por vários crimes financeiros.

O defensor público, Vladimir Lukin, afirmou que a libertação do fundador da companhia petrolífera Yukos terá uma repercussão positiva na sociedade do país.

"Terá um grande efeito sanador e humanizador sobre nossa sociedade. Nossa sociedade está doente de medo, ódio, excessiva desconfiança mútua e outros males", disse Lukin.

O presidente russo anunciou ontem a decisão de indultar o preso mais famoso do país, que deveria deixar a prisão em outubro de 2014.

Putin explicou que Khodorkovski, que chegou a ser considerado por muitos como o maior inimigo político do líder do Kremlin, cedeu às exigências legais e solicitou ele mesmo o indulto ao presidente.

Até agora, o antigo homem mais rico da Rússia, preso desde outubro de 2003, tinha se negado a solicitar o indulto por questão de princípios ao não se reconher culpado pelos delitos aos quais foi condenado.

Pouco depois do anúncio, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que ao pedir o perdão, o fundador da companhia petrolífera Yukos admitiu que é culpado das acusações.

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