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Jeruza Santos, Jhulia Karol e Terezinha Guilhermina comemoram com os guias o pódio triplo do Brasil nos 100 | Buda Mendes / CPB
Jeruza Santos, Jhulia Karol e Terezinha Guilhermina comemoram com os guias o pódio triplo do Brasil nos 100| Foto: Buda Mendes / CPB

Vu Dinh Doan morreu em uma batalha há 46 anos e seus filhos não sabiam quase nada dele até que, nesta sexta-feira (21), as autoridades vietnamitas entregaram o diário do soldado, um pequeno caderno de capa marrom, gasto, mas carregado de história e emoção.

"Não conheci meu pai, mas sempre sonhei com ele. Agora tenho a possibilidade de saber um pouco mais, de compreender um pouco melhor que era", disse Vu Dinh Son, que não conteve as lágrimas ao receber o precioso documento das mãos de um militar.

A irmã de Dinh Son também chorava, enquanto o diário era entregue à família na residência de Hai Duong, a duas horas de carro de Hanói.No diário, uma pequena fotografia em preto e branco e alguns comprovantes bancários evidenciam uma vida cotidiana complicada.

O dário foi encontrado por Robert Frazure, do 7º regimento de infantaria da Marinha americana, junto ao corpo de Doan, na província de Quang Ngai em 1966.

Onze oficiais amerianos morreram e 55 ficaram feridos na batalha conhecida como Operação Indiana, segundo o Departamento de Estado americano. Frazure conservou o objeto por 46 anos, antes de decidir entregá-lo à família.

Em junho, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, entregou o diário ao colega vietnamita Phung Quang Thanh, em troca da correspondência de um sargento americano que foi utilizada na época nos Estados Unidos para mensagens de propaganda.

O conflito terminou em 1975, mas os dois países só retomaram as relações bilaterais em 1995.

A viúva de Doan faleceu há poucos meses, mas chegou a receber a notícia de que o diário seria devolvido à família.

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