Crianças sorriem ao chegar de ônibus a um campo de refugiados em Berlim, na Alemanha. | Fabrizio Bensch/Reuters
Crianças sorriem ao chegar de ônibus a um campo de refugiados em Berlim, na Alemanha.| Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

A segunda-feira na Europa foi marcada pela divulgação de compromissos entre nações mais ricas de receberem refugiados vindos de países em conflito.

A França e o Reino Unido anunciaram planos de receber respectivamente 24 mil e 20 mil pessoas como forma de lidar com a maior crise de refugiados no continente desde a Segunda Guerra Mundial.

A proposta de cotas na União Europeia para receber aqueles que fogem das guerras têm sofrido oposição sobretudo da Hungria.

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Outras nações também se comprometeram a receber refugiados. A Bélgica anunciou que irá aceitar 250 “refugiados de guerra”. O Chipre disse estar pronto para receber cerca de 300 pessoas. A Irlanda disse que vai aceitar 520 refugiados sírios, enquanto a agência das Nações Unidas para refugiados noticiou que a Finlândia deverá aceitar 1,05 mil pessoas. Já a Polônia afirmou que receberá 150 refugiados sírios cristãos.

Ao todo, a União Europeia espera receber e distribuir entre os países 120 mil refugiados, segundo informou o presidente da França, François Hollande. França e Alemanha pressionam por um sistema de cotas em que os países da UE aceitem receber imigrantes de acordo com o tamanho de sua população e sua riqueza. Esse sistema tem recebido objeção de países que argumentam que a imigração é uma questão de política nacional e soberania.

Resistência

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, disse que a ideia de cotas não faz sentido, já que há livre trânsito de pessoas na UE. “Como isso vai funcionar, alguém já pensou?”, questionou.

Na Alemanha, maior economia do continente, a chanceler Angela Merkel reiterou seu pedido aos parceiros europeus para trabalharem juntos para encontrar uma solução. Funcionários disseram que esperavam 800 mil pedidos de asilo no país neste ano.

Nesta segunda-feira (7), a coalizão governista do país decidiu gastar 6 bilhões de euros (US$ 6,68 bilhões) a mais com a questão dos pedidos de asilo e reforçar as regras para aqueles que buscam abrigo.

No fim de semana, 22 mil imigrantes cruzaram a fronteira da Hungria via Áustria para a Alemanha.

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