A França tinha proibido o Airbus A310-300 da companhia área Yemenia que caiu perto de Comores na terça-feira de operar em solo francês, depois que foram encontrados problemas na aeronave em testes em 2007, disse o ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau.

Bussereau disse que está investigando se buscar passageiros na França em uma determinada aeronave e depois transferi-los para outra, possivelmente com piores condições de segurança, em outra local, é permissível.

"Alguns anos atrás proibimos essa aeronave do solo nacional porque consideramos que ela apresentava uma série de irregularidades", disse Bussereau ao Parlamento.

"A pergunta que estamos fazendo... é se é permissível embarcar pessoas de modo normal em território francês e depois colocá-las em um avião que não garante a segurança delas. Não queremos que isso volte a acontecer", acrescentou.

Falhas foram detectadas na aeronave AirbusA310 na França, em 2007.

O ministro dos Transportes do Iêmen disse que a aeronave passou por uma inspeção completa em maio, sob supervisão da Airbus.

"Foi uma inspeção abrangente realizada no Iêmen com especialistas da Airbus", disse Khaled Ibrahim al Wazeer à Reuters, por telefone, desde a capital iemenita, Sanaa.

Muitos dos passageiros iniciaram sua viagem em Paris ou Marselha a bordo de um outro avião da companhia do Iêmen, um A330. Eles foram transferidos para o A310 em Sanaa.

Em entrevista concedida no início da manhã, Bussereau tinha dito que a aeronave não teria sido responsável pelo desastre.

Um funcionário da Comissão Europeia disse que o teste feito do A310 em 2007 tinha motivado um inquérito sobre o histórico de segurança da empresa Yemenia.

E a Agência Europeia de Segurança da Aviação disse que a UE suspenderá a permissão para a Yemenia reabastecer e fazer a manutenção de aviões registrados na UE concedida em fevereiro, depois de a empresa ser reprovada numa série de inspeções de auditoria.

Embora a Yemenia operasse o A310, o aparelho pertencia à International Lease Finance Corp e era registrado no Iêmen.

O avião caiu no mar com 153 pessoas a bordo, incluindo 66 franceses, quando tentava aterrissar na ilha de Grande Comore, no oceano Índico, na terça-feira, sob condições de mau tempo.

O BEA, o escritório francês de investigação de acidentes aéreos, disse que está enviando ao local da queda uma equipe de investigadores acompanhados por especialistas da Airbus.

Essa foi a segunda queda de avião ocorrida este mês envolvendo uma aeronave da Airbus e grande número de passageiros franceses.

O BEA deve divulgar na quinta-feira um relatório preliminar sobre a queda de um A330-200 da Air France que caiu após decolar do Rio de Janeiro com destino a Paris em 31 de maio. O avião caiu sobre o Atlântico durante uma tempestades, matando as 228 pessoas que estavam a bordo.

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