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Facebook alcança 500 milhões

Agência Estado

A rede social Facebook anunciou ontem ter alcançado a marca de meio bilhão de usuários em todo o mundo. "Até a manhã de hoje [ontem], 500 milhões de pessoas em todo o mundo já estavam usando ativamente o Facebook para se manterem conectadas a amigos e a outras pessoas de seu convívio", escreveu Mark Zuckerberg, executivo-chefe do Facebook, em seu blog.

A popularidade da rede social aumenta apesar das persistentes críticas relacionadas às políticas de privacidade da empresa.

Pressionada, a rede social permitiu a seus usuários ter mais controle sobre as contas e as configurações de segurança depois de queixas com relação à complexidade dos controles de privacidade.

O Facebook tem sido cada vez mais visto como uma ameaça a gigantes da internet, como Google e Yahoo, o que deve ganhar ainda mais força se a empresa conseguir desenvolver com sucesso um modelo de negócios de anúncios baseado em recomendações de amigos.

O procurador-geral Richard Blumenthal, de Connecticut (EUA), disse ontem que 37 estados norte-americanos vão investigar o Google devido à coleta de dados pelo Street View, e que ele ainda está em busca de informações sobre se o serviço quebrou leis de privacidade ao capturar informações privadas de usuários de internet por meio de suas conexões Wi-Fi.

As informações são do diário econômico norte-americano The Wall Street Journal. Trata-se de um desdobramento da investigação já iniciada por Blumen­thal no mês passado.

O caso foi à tona no mês de maio nos Estados Unidos. À época, o Google anunciou que a frota de carros tinha acidentalmente recolhido informações pes­­soais – que um especialista em se­­gurança disse poder incluir mensagens de e-mail e senhas.

O Street View é um serviço de mapeamento de ruas que usa um carro, antenas e câmeras pa­­ra fotografar os locais por onde o veículo passa. Está disponível em diversos países – dentre eles, o Brasil.

Em carta aberta enviada on­­tem ao Google, Blumenthal pe­­de detalhes específicos acerca da co­­leta de dados – o que in­­clui in­­formações sobre uma pos­­sível venda ou uso dos dados co­­letados.

Caso não receba a resposta desejada, o procurador-geral vai entrar com um recurso para ob­­tenção dessas respostas. O prazo dado para que o Google responda expira amanhã.

Blumenthal também pediu ao Google que informasse se o programa de coleta de dados foi testado, quanto tempo o software passou coletando dados de si­­nais específicos – além de di­­vul­­gar nomes dos empregados en­­volvidos e suas respectivas ex­­pli­­cações sobre o caso.

A companhia reiterou que a coleta se tratou de um "erro", mas que não cometeu "nada ilegal". "Vamos continuar a colaborar com as autoridades pertinentes para responder às suas questões e interesses", afirmou o Go­­o­­gle, em comunicado.

No mês passado, o Google en­­frentou restrições do governo da China, que não permite o acesso aos cidadãos chineses a certas in­­formações.

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