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Governo russo tentou interferir em sistemas eleitorais americanos

O canal Bloomberg informou no início deste mês que os hackers russos atingiram os sistemas em 39 estados.

  • PorMatt Zapotosky e Karoun Demirjian
  • Washington Post
  • 22/06/2017 10:19
Vladimir Putin concede entrevista coletiva à jornalistas | KIRILL KUDRYAVTSEVAFP
Vladimir Putin concede entrevista coletiva à jornalistas| Foto: KIRILL KUDRYAVTSEVAFP

Pessoas ligadas ao governo russo tentaram boicotar sistemas de computador relacionados com as eleições norte-americanas em 21 estados, declarou um oficial do Departamento de Segurança Interna na quarta-feira.

Samuel Liles, diretor interino do Departamento de Segurança Interna da Divisão Cibernética de Inteligência e Análise, disse que os mecanismos de apuração de votos não foram afetados e que os hackers pareciam estar examinando vulnerabilidades no sistema - Ele comparou a ação com um caminhar pela rua e olhar para casas para ver quem pode estar dentro. Apesar de grande dificuldade, os hackers conseguiram acessar um pequeno número de redes.

Essas declarações foram dadas para o Comitê de Inteligência do Senado, que está investigando os esforços feitos pela Rússia para se intrometer na eleição presidencial de 2016 dos Estados Unidos. Funcionários no Arizona e em Illinois já haviam confirmado que os hackers atacaram seu sistema de registro de eleitores, embora os canais de notícias dissessem que o ataque russo era muito mais amplo.

A agência de notícias Bloomberg informou no início deste mês que os hackers atingiram os sistemas em 39 estados. A Intercept, citando um documento, informou que a inteligência militar russa "executou um ataque cibernético em pelo menos um fornecedor de software de votação dos EUA e enviou e-mails fraudulentos à mais de 100 autoridades eleitorais locais apenas alguns dias antes da eleição presidencial em novembro passado ".

Em uma audiência separada perante o Comitê de Inteligência da Câmara na terça-feira (20), o ex-secretário do Departamento de Segurança Interna, Jeh Johnson, declarou que a intromissão da Rússia, dirigida pelo presidente Vladimir Putin, era "sem precedentes, próximo do que já os vimos fazendo". O testemunho veio um dia depois que o secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, disse em uma reunião que não sabia se o presidente Trump acreditava que a Rússia realmente interferiu nas eleições presidenciais de 2016.

Além de escanear sistemas de votação para vulnerabilidades, os comitês de inteligência dos EUA disseram que os hackers russos adquiriram e fizeram um disparo de releases vindos do Comitê Nacional Democrata e do e-mail do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta.

"Antes, teria sido fácil para mim dizer que deveria ter trazido um saco de dormir e acampado na frente do DNC no final do verão", declarou o ex-secretário. De acordo Johnson, todos esse caso dos esforços da Rússia para se meter nas eleições, o obrigou a assinar uma declaração em 7 de outubro que acusava os russos disso ter acontecido, mesmo que isso pudesse ter sido considerado como "tomar partido" ou "desafiar a integridade das eleições em si".

Traduzido por: Guilherme Dias
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