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protestos venezuela 2020
As forças de segurança venezuelanas dispersam os apoiadores do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó| Foto: Federico Parra/AFP

Os venezuelanos voltaram a marchar contra a ditadura de Nicolás Maduro nesta terça-feira (10). Convocados pelo presidente interino Juan Guaidó, milhares protestaram em diferentes cidades dos estados de Zulia, Lara, Guárico, Táchira, Monagas, Nueva Esparta, Barinas e Falcón, segundo o jornal venezuelano El Nacional. Na capital Caracas, o movimento tentou, sem sucesso, chegar à Assembleia Nacional, ocupada por um grupo de deputados chavistas desde 5 de janeiro, embora a maioria do parlamento seja opositora.

O objetivo de Guaidó é reativar as mobilizações de rua para pressionar internamente o regime chavista, bombardeado por sanções e agora prejudicado pela queda nas receitas de petróleo que deve ocorrer com a nova guerra de preços da commoditie entre Arábia Saudita e Rússia. Não será tarefa fácil, já que os venezuelanos estão cada vez mais desesperançosos em relação a uma mudança de governo e não querem se colocar em risco de morrer ou ser preso ao participar de protestos.

O temor não é infundado. Nesta terça, enquanto o grupo liderado por Guaidó avançava pelas ruas de Caracas, uma barreira da Guarda Nacional Bolivariana os esperava na avenida Francisco Solano. Os líderes opositores tentavam negociar com os policiais, mas, com as negativas, um grupo tentou forçar a passagem e os funcionários da GNB responderam lançando bombas de gás lacrimogêneo.

"Hoje está claro mais uma vez que a ditadura proíbe seus deputados de chegar ao Palácio Legislativo Federal. Atingimos a meta, chegamos aqui e mostramos que o regime está com medo", afirmou Guaidó momentos antes do início da repressão.

Ele disse ainda que, apesar de não terem conseguido chegar à casa do Legislativo, os deputados opositores aprovariam um plano nacional de conflito, um instrumento jurídico que terá como objetivo reativar a mobilização interna, protestos e assembleias contra o regime.

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