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O líder do grupo militante xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, aumentou o tom da retórica anti-Israel nesta quarta-feira (7). Nasrallah advertiu o país, afirmando que ele não pode destruir o Hamas, grupo militante sunita que controla a Faixa de Gaza, e sofreria outra derrota se decidisse atacar o Líbano. Nesta quarta-feira, o líder radical xiita iraquiano Muqtada al-Sadr também pediu aos seus seguidores "operações de vingança" no Iraque contra as forças dos Estados Unidos, como forma de protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. O comunicado do religioso nesta quarta-feira ocorre no momento de crescimento das críticas a Israel, por causa das mortes de civis em Gaza.

Al-Sadr também pediu que bandeiras palestinas sejam colocadas em mesquitas, igrejas e prédios no Iraque, como sinal de solidariedade.

Já no Líbano, em um discurso veiculado por emissoras árabes, Nasrallah afirmou que o Hezbollah confrontaria qualquer ofensiva que Israel possa lançar contra o Líbano. Ele também atacou os líderes árabes por mediarem um cessar-fogo com Israel, ao invés de ficarem ao lado dos palestinos da Faixa de Gaza.

Nasrallah disse ainda que "todas as possibilidades" estão sobre a mesa para lidar com Israel e disse que o grupo xiita está pronto para "qualquer eventualidade".

Os comentários representam uma escalada na retórica, pois antes o líder do Hezbollah apenas apoiou verbalmente os combatentes do Hamas na luta contra Israel. Há o temor de que possa aumentar a tensão também na fronteira norte israelense, que confina com o Líbano.

Israel já advertiu o Hezbollah para que não inicie uma segunda frente de batalha, afirmando que retaliaria com violência qualquer investida do grupo. Em 2006, Israel e o grupo xiita travaram uma guerra no sul libanês, do qual o exército israelense saiu em retirada após dois meses de lutas e bombardeios.

Nasrallah criticou diretamente os egípcios, por não abrirem sua fronteira com Gaza, apesar do número de mortos. "O governo do Egito precisa mais que 650 vítimas e 2.500 feridos para abrir a passagem de Rafah de uma vez por todas, para ajudar o povo de Gaza rumo à vitória?", questionou. "Eu estou simplesmente pedindo a abertura de uma passagem e não outra frente de batalha "

O líder do Hezbollah elogiou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por expulsar o embaixador de Israel do país em protesto pela ação militar em Gaza. Para Nasrallah, todos os países, incluindo os árabes, deveriam seguir o exemplo deste "grande líder latino-americano" para mostrar sua solidariedade com os palestinos. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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