Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...

Um homem nascido no Oriente Médio que morreu em uma explosão no sábado em Estocolmo usava um cinto com explosivos e provavelmente pretendia atacar uma estação ferroviária ou loja de departamentos repleta de pessoas, mas o artefato explodiu antes do previsto, disse um funcionário sueco nesta segunda-feira.

O promotor-chefe da Suécia, Tomas Lindstrand, disse em coletiva de imprensa que o homem estava bem equipado com explosivos e se acredita que ele tivesse cúmplices, já que o ataque era bem planejado.

"Ele usava um cinto com explosivos e carregava uma mochila contendo uma bomba. Além disso, levava um objeto que lembra um pouco uma panela de pressão. Se tudo isso tivesse explodido ao mesmo tempo, poderia ter causado danos muito sérios", disse Lindstrand.

Um carro contendo bujões de gás explodiu em uma área comercial movimentada no centro de Estocolmo, no sábado, seguido dez minutos depois por uma explosão a pouca distância, que matou o homem-bomba e deixou dois feridos.

"Não é descabido imaginar que ele deveria estar indo a algum lugar onde haveria o maior número possível de pessoas - talvez a estação central ou a (loja de departamentos) Ahlens", disse Lindstrand.

Ele disse que é quase certo que o homem era Taymour Abdulwahab, cujo nome vem sendo citado em relatos da mídia.

De acordo com Lindstrand, Abdulwahab nasceu em 1981, tornou-se cidadão sueco em 1992 e veio de um país do Oriente Médio, mas não está claro qual. O serviço de imigração sueco disse à Reuters que ele se mudou para a Suécia em 1992 e obteve a cidadania em 1998.

Ele viveu na Suécia e passou algum tempo na Grã-Bretanha.

A Universidade de Bedfordshire, na cidade inglesa de Luton, no sul do país, disse que um aluno chamado Taymour Abdulwahab, de nacionalidade sueca, se matriculou em 2001 e se formou em 2004 em terapia esportiva.

A polícia britânica estava fazendo buscas em uma casa em Luton.

Na Suécia, Abdulwahab viveu na cidade de Tranas, 200 quilômetros a sudoeste de Estocolmo. Uma casa na cidade está sendo revistada pela polícia.

Um post num site muçulmano de busca de namoros mostra que Abdulwahab nasceu no Iraque, era casado, com duas filhas pequenas, e procurava uma segunda esposa.

Pouco antes das explosões, a agência de notícias sueca TT recebeu uma carta em tom de ameaça criticando a presença de tropas suecas no Afeganistão e as caricaturas do profeta Maomé desenhadas por um cartunista sueco, e falando de uma viagem ao Oriente Médio para travar uma "jihad",

"Digo a todos os muçulmanos na Suécia: parem de ser servis e de humilhar-se, pois uma vida de humilhação está distante do islã. Ajudem seus irmãos e suas irmãs e não temam nada nem ninguém, apenas o Deus que adoram", dizia a carta.

EUROPA RECEOSA

Na carta, Abdulwahab disse a sua família: "Não fui ao Oriente Médio para trabalhar ou ganhar dinheiro, fui para fazer a jihad. Espero que algum dia vocês possam me entender."

Ele frequentou a Mesquita Centro Islâmico de Luton em 2007. "Ele era muito amigável, e as pessoas gostavam dele. Mas chamou a atenção de nosso comitê porque pregava ideias extremistas", disse à Reuters o secretário do centro, Farasat Latif. Quando confrontado, ele saiu intempestivamente e não foi mais visto na mesquita.

A explosão se deu após vários meses de medo na Europa, depois de os EUA lançarem um alerta sobre possíveis ataques de militantes e de uma tentativa fracassada de um grupo de Al Qaeda iemenita de usar aviões de carga para enviar bombas em pacotes para os EUA, passando pela Europa.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]