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Questão nuclear

Irã tem o direito de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, defende ministro

Segundo o ministro, não há provas de que o Irã faça uso militar das tecnologias nucleares e a carta da Agência Internacional de Energia Atômica permite que países enriqueçam urânio

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, perguntado sobre a aproximação do Brasil com o Irã, afirmou que o governo brasileiro segue a Constituição Federal e os tratados internacionais dos quais é signatário ao propor o uso de energia nuclear apenas para fins pacíficos. Segundo ele, também deviam seguir esses acordos internacionais outros países em que há muito pouca transparência no que fazem. A declaração foi dada pelo ministro em entrevista exclusiva ao programa 3 a 1, da TV Brasil, que irá ao ar a partir das 23h desta quarta-feira(16).

Segundo ele, o Irã tem o direito de desenvolver a tecnologia de enriquecimento de urânio, conforme explicita a carta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), assim como também é permitido ao Brasil. "Não há nenhuma prova, tanto quanto eu saiba, de que o processo de enriquecimento de urânio do Irã tenha fins militares", afirmou.

Essa posição do Brasil, segundo avaliação do ministro, não interfere nas relações com os Estados Unidos, com quem o governo preza boas relações. Ele rebateu, no entanto, as críticas ao alinhamento do Brasil com o Irã e o não cumprimento de acordos internacionais por parte de países nuclearmente armados. Ou aceitamos a assimetria internacional de que certos países têm certos direitos que outros não têm, ou aceitamos que os Estados são soberanos, disse.

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