Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) confirmaram neste domingo (1º) que retomarão na semana que vem o diálogo que interromperam há mais de um ano, em resposta a uma chamada do Quarteto para o Oriente Médio e graças aos esforços diplomáticos da Jordânia.

"O advogado Itzjak Moljo, enviado especial do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para as negociações de paz com os palestinos viajará depois de amanhã a Amã para participar da reunião do Quarteto (formado pelos Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Nações Unidas)", diz comunicado do escritório do chefe do Governo israelense.

Um porta-voz do negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, também confirmou à Agência Efe sua participação.

As negociações entre as duas partes foram interrompidas no final de setembro de 2010, após Israel se negar a prorrogar uma moratória parcial de dez meses que tinha declarado na construção de assentamentos.

No dia 23 de setembro, perante a estagnação no processo de paz, os palestinos pediram a admissão como estado de pleno direito na ONU, solicitação que pôs em uma situação complicada as potências europeias e os Estados Unidos.

Sem chegar a um acordo sobre apoiar ou não o pedido palestino, o Quarteto emitiu um comunicado no qual exigia às partes apresentar suas posturas sobre fronteiras e mecanismos de segurança no prazo de três meses, que se completarão no final de janeiro.

Os palestinos se negavam até agora a sentar com representantes israelenses, mas as pressões jordanianas nos últimos meses e uma visita do rei Abdullah a Ramala no dia 21 de novembro tornaram possível reunir as duas partes.

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