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Policiais atuam na repressão a manifestantes durante protesto em Roma | Massimo Percossi/Efe
Policiais atuam na repressão a manifestantes durante protesto em Roma| Foto: Massimo Percossi/Efe

Convocadas por vários sindicatos, milhares de pessoas participam nesta sexta-feira (14) de manifestações em grandes cidades da Itália em protesto contra a política do governo de Matteo Renzi, concentrações durante as quais foram registrados alguns distúrbios.

Os sindicatos que promoveram as ações - Fiom, Cub, Usi e Cobas - fixaram para hoje um dia de "greve social" de 24 horas para mostrar rejeição às políticas do Executivo, em particular contra a reforma laboral e orçamento geral para 2015.

Para a greve foram convocados, segundo interlocutores sociais, "todos os trabalhadores, tanto públicos como privados", apoiados por "várias estruturas de centros sociais, comitês de empregados precários e organizações estudantis nacionais e locais".

As manifestações ocorreram em 25 cidades, entre elas Milão, Turim, Pádua, Pisa, Palermo, Nápoles, Cagliari, Bolonha, Florença e Roma. Em Milão (norte), segundo a imprensa, dez estudantes e três agentes antidistúrbios ficaram feridos nos enfrentamentos na praça Santo Stefano, quando os que protestavam quiseram mudar o percurso do protesto.

Na capital falou Maurizio Landini, uma das vozes mais críticas do governo Renzi e líder do sindicato industrial mais antigo do país, o Fiom. Landini expressou sua vontade de não acabar com os protestos que sua organização vem protagonizando nos últimos tempos. "Não pararemos com os protestos e continuaremos até no final, até que mudem de posição. Devem saber isso, temos a força e a inteligência para atingir nosso objetivo", advertiu.

Em Pádua (norte), cerca de 500 pessoas, em sua maioria ativistas de centros sociais, desfilaram pelas ruas da cidade para protestar contra a reforma laboral e contra a precariedade no mercado do trabalho, mas também contra as ordens do prefeito, do partido xenófobo Liga Norte.

Concretamente, ocorreram enfrentamentos nos limites da praça Mazzini quando os manifestantes tentaram chegar à sede do Partido Democrata, a formação de Renzi. Finalmente, cinco agentes, entre eles o chefe do dispositivo, ficaram feridos de forma leve, segundo as mesmas fontes.

Em Roma, que viveu uma de suas frequentes greves de transporte público, também ocorreram várias concentrações em diferentes pontos da capital e perante diversas instituições, como o Ministério da Economia e a Embaixada da Alemanha.

Os manifestantes lançaram bengalas e ovos contra a fachada do Ministério da Economia e Finanças, na via Vêneto, por onde desfilaram depois. Além disso, um grupo de aproximadamente 30 trabalhadores subiu na parte mais alta do Coliseu para protestar contra a privatização dos serviços públicos.

Vários estudantes, além disso, se manifestaram perante a entrada da Universidade de La Sapienza romana para protestar contra a reforma educativa do governo e reivindicar maior investimento em educação.

Por outro lado, o sindicato majoritário do país, a Confederação Geral italiana dos Trabalhadores, Cgil, convocou para 5 de dezembro uma greve geral pelos mesmos motivos.

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