i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Jihadistas

Japão busca formas de libertar reféns capturados pelo Estado Islâmico

Prazo dado por militantes, que exigem US$ 200 milhões para libertar dois japoneses, termina nesta sexta-feira (23)

  • PorEstadão Conteúdo
  • 22/01/2015 13:07

Sem influência ou alcance diplomático no Oriente Médio, o Japão lutava nesta quinta-feira (22) para encontrar formas de garantir a libertação de dois reféns mantidos pelo grupo Estado Islâmico. Duas pessoas com contado com o grupo extremista se ofereceram para negociar.

Em vídeo, os militantes ameaçaram matar os reféns em 72 horas a menos que recebessem US$ 200 milhões. Com base no horário de divulgação das imagens, o prazo termina na sexta-feira (23).

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, disse nesta quinta-feira que o Japão tentava todos os canais possíveis para entrar em contato com os homens que mantêm os reféns - o jornalista freelancer Kenji Goto, de 47 anos, e Haruna Yukawa, de 42, fundador de uma empresa de segurança. O Japão não recebeu qualquer mensagem do Estado Islâmico desde a divulgação do vídeo, afirmou Suga.

A crise é um teste para os esforços do primeiro-ministro Shinzo Abe de expandir o papel do Japão em questões internacionais e elevar o perfil de suas Forças Armadas. Tóquio não tem conexões diplomáticas com o Oriente Médio e diplomatas japoneses saíram da Síria quando a guerra civil se intensificou no país, o que aumentam as dificuldades para entrar em contado com as pessoas que mantêm os reféns.

Até agora, a única iniciativa tornada pública foi uma oferta de Ko Nakata, especialista em lei islâmica e ex-professor da Universidade Doshisha, em Kyoto, além do jornalista Kousuke Tsuneoka. Os dois converteram-se ao Islã.

Em aparição no Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão, Nakata, que também é ex-especialista em islamismo da embaixada japonesa na Arábia Saudita, leu a seguinte mensagem em japonês e em árabe:

"Setenta e duas horas é muito pouco. Por favor, esperem um pouco mais e não tentem tomar uma atitude imediatamente", disse ele, dirigindo-se aos militantes. "Se houver espaço para conversação, estou pronto para ir e negociar."

Nakata pediu ao Estado Islâmico que "explique o plano do grupo ao governo japonês e espere uma contraproposta do nosso lado". Ele também propôs oferecer US$ 200 milhões em ajuda humanitária para refugiados e moradores de áreas controladas pelo Estado Islâmico por meio do Crescente Vermelho.

"O Crescente Vermelho opera sob o controle do Estado Islâmico. Por que vocês não buscam a mediação da Turquia e entregam o dinheiro para as pessoas afetadas pelos conflitos no Iraque e na Síria? Eu acredito que isso seria uma opção racional e aceitável", afirmou.

Jornalista freelancer, Tsuneoka foi libertado após ter sido feito refém no Afeganistão em 2010. Tsuneoka e Nakata estiveram na Síria em setembro para tentar, sem sucesso, a libertação de Yukawa. Goto foi capturado no final de outubro ou começo de novembro quando entrou na região, também na tentativa de ajudar Yukawa.

Na última vez que se comunicou com o grupo Estado Islâmico, meses atrás, Tsuneoka disse que eles haviam prometido não matar Yukawa ou exigir um resgate por sua libertação.

"É uma situação desesperadora", disse Tsuneoka. "Eu não me lembro de um refém ter sobrevivido depois de aparecer num vídeo. O fio de esperança que ainda resta agora é o diálogo direto com o Estado Islâmico, então somos as únicas pessoas que tem conexões com eles."

Não está claro se os dois teriam permissão para ir até a Síria, já que foram interrogados pela polícia japonesa sob suspeita de tentar ajudar um estudante universitário japonês a visitar a Síria para lutar com o Estado Islâmico.

Tsuneoka disse que eles só entrarão em contato com os militantes depois da permissão do Ministério de Relações Exteriores. Se a aprovação for concedida, "vamos usar o canal de comunicação que eles (o Estado Islâmico) sugerirem", afirmou. "Também podemos pedir que seus representantes nos encontrem na Turquia."

Suga recusou-se a comentar diretamente a oferta da dupla, embora tenha dito que Tóquio está "preparado para considerar todas as formas possíveis para salvar os dois reféns".

Nakata e Tsuneoka disseram que seu contato foi com o atual porta-voz do Estado Islâmico, identificado pela dupla como Omar Ghrabah. Mas eles disseram que a vigilância e o assédio policial evitaram qualquer comunicação com o porta-voz desde o início de outubro.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.