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Cartazes de campanha de Le Pen e Macron em local de votação para cidadãos franceses em Genebra, na Suíça
Cartazes de campanha de Le Pen e Macron em local de votação para cidadãos franceses em Genebra, na Suíça| Foto: EFE/EPA/SALVATORE DI NOLFI

Com as pesquisas de boca de urna indicando que o centrista Emmanuel Macron e a direitista Marine Le Pen devem repetir o embate de 2017 no segundo turno da eleição presidencial francesa deste ano, marcado para 24 de abril, os dois candidatos e seus adversários na primeira votação deste domingo (10) já falam sobre as perspectivas das próximas duas semanas de campanha.

Le Pen agradeceu pela “honra” de ter avançado para o segundo turno e afirmou que seu programa de governo representa “a encarnação da justiça social em torno de uma ideia de séculos de nação e de povo. Todo mundo que não votou em Emmanuel Macron é chamado para se juntar a esse movimento”.

Stanislas Guerini, presidente do partido de Macron, o República em Marcha!, declarou que “uma nova campanha está começando hoje à noite e [também] um conflito de projetos”. “Um projeto de progresso, de unidade, de um país, para a Europa, e um projeto de submissão a Vladimir Putin [presidente russo], de saída da União Europeia”, alegou.

O próprio Macron falou em “colocar em prática o projeto de progresso, abertura e independência da França que defendemos durante esta campanha”.

O candidato esquerdista Jean-Luc Mélenchon afirmou que “sabemos em quem nunca votaremos”. “E quanto ao resto, os franceses sabem o que fazer, são capazes de decidir o que fazer. Você não deve votar na senhora Le Pen. Agora vamos abrir a página e as pessoas que me apoiaram vão decidir o que fazer”, comentou.

Entre os demais candidatos derrotados, Valérie Pécresse, de centro-direita, a socialista Anne Hidalgo, o ecologista Yannick Jadot e o comunista Fabien Roussel também manifestaram posição contrária a Le Pen.

Já o direitista Éric Zemmour recomendou que seus eleitores votem na direitista em 24 de abril. “Tenho muitas divergências [com ela], mas há um homem enfrentando Marine Le Pen que não disse uma palavra sobre segurança, imigração, que fará pior se for eleito. Há algo muito maior do que todos nós e isso é a França”, justificou. O soberanista Nicolas Dupont-Aignan também manifestou apoio a Le Pen.

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