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Policiais prendem manifestantes em frente ao capitólio de Cuba durante os protestos de 11 de julho em Havana.| Foto: Ernesto Mastrascusa/Agência EFE/Gazeta do Povo

O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e número dois do chavismo, Diosdado Cabello, negou nesta terça-feira a existência dos protestos em Cuba e afirmou que as informações divulgadas através das redes sociais fazem parte de "um evento midiático" que não têm "nada a ver com a realidade".

Em entrevista coletiva do partido, Cabello disse que as publicações sobre Cuba no domingo eram de pessoas que "estavam comemorando a Eurocopa e tiravam essas fotos como se estivesse acontecendo em Cuba, ou na Argentina, onde estavam comemorando a Copa América". "Tiraram a foto de longe e, sem vergonha nenhuma, disseram: 'Olhem para Cuba, como está'", declarou o dirigente.

Cabello transmitiu solidariedade a Cuba diante do que classificou como uma nova ação do "imperialismo" contra o país. "Não entendem que são 60 anos de bloqueio. Pensam que vão fazer cinco tweets para acabar com a Revolução Cubana. Aqui vai a nossa solidariedade, o nosso apoio, o nosso respeito ao povo cubano e ao governo pela imensa luta", acrescentou.

O chavista argumentou que "é o imperialismo atuando" contra Cuba e criticou o fato de que "ninguém fala nada" sobre o que considera ser "um massacre" nos protestos da Colômbia e no Chile, com os mapuches. "Todos os dias assassinam o povo mapuche no Chile e não dizem nada. Atacam a Venezuela, atacam Cuba", lamentou.

Milhares de cubanos saíram às ruas de Cuba no domingo para protestar contra a ditadura, pedir liberdade e denunciar a escassez de alimentos, medicamentos e produtos básicos em meio ao impacto da pandemia de Covid-19. Várias pessoas foram detidas e confrontos foram registrados após o ditador Miguel Díaz-Canel ter pedido para que seus apoiadores defendessem o governo dos manifestantes.

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