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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi diagnosticado com a doença em março de 2020 (Tolga Akmen / AFP)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi diagnosticado com a doença em março de 2020 (Tolga Akmen / AFP)| Foto: AFP

O anúncio feito nesta terça-feira (7) de que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, testou positivo para a Covid-19 teve grande repercussão internacional. Vários veículos ao redor do mundo ressaltaram, inclusive, que o chefe do Executivo brasileiro subestimou a pandemia em diversas ocasiões. Ocorre que Bolsonaro não foi o primeiro líder a ser contaminado pela doença.

No Reino Unido, duas autoridades centrais foram infectadas pelo novo coronavírus: o primeiro-ministro, Boris Johnson, e o príncipe Charles, primeiro na linha de sucessão do trono britânico. O premiê, que completou 56 anos em junho, testou positivo para a doença no fim de março e deixou o hospital afirmando que o NHS (National Health Service), sistema público de saúde do Reino Unido, “salvou a sua vida”. Ele chegou a ficar internado por três noites em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Na mesma época do diagnóstico de Johnson quem também testou positivo para a doença foi o principal herdeiro do trono inglês, Charles, príncipe de Gales, 71 anos. A realeza informou a situação no dia 25 de março, ressaltando que a esposa de Charles, Camilla, duquesa da Cornuália, não fora infectada.

Segundo a Casa de Clarence, palácio onde o príncipe vive, não foi possível afirmar onde ele contraiu o vírus, dado o alto número de compromissos cumpridos pelo monarca nas semanas anteriores. Charles foi liberado do isolamento em 30 de março e teve boa recuperação. Como apresentava sintomas leves, continuou trabalhando durante o período em que permaneceu isolado.

Outra alteza real que não foi poupada pelo vírus foi o príncipe Albert II de Mônaco, diagnosticado com a doença em 19 de março, poucos dias após completar 62 anos. Em comunicado da época, o principado afirmou que a saúde do monarca não era motivo de preocupação. O período de quarentena ao qual Albert foi submetido terminou no dia 31 do mesmo mês.

O príncipe de Mônaco foi o primeiro chefe de Estado a ser diagnosticado com o novo coronavírus. Até o momento, Mônaco, pequena cidade-Estado independente situada ao Sul da França, teve 108 casos de Covid-19 confirmados. Quatro mortes foram registradas na localidade.

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Já na América Latina, além de Jair Bolsonaro, o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, 51 anos, foi infectado pelo vírus. O presidente, que apresentou quadro de pneumonia, foi internado no início da segunda quinzena de junho, tendo recebido alta do Hospital Militar de Tegucigalpa em 2 de julho.

A recomendação médica após a saída do hospital, segundo o próprio Hernández, foi de ficar isolado na residência oficial e seguir um protocolo sanitário devido ao coronavírus. A primeira-dama hondurenha, Ana García, também testou positivo para a doença, mas, como estava assintomática, não precisou ser hospitalizada e ficou isolada em casa.

Além deles, o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, também foi diagnosticado com coronavírus no final de abril.

"Devo me isolar e seguir as recomendações médicas, é necessário para proteger os colegas", disse o premiê em videoconferência na época. Durante o período de recuperação, Vladimir Putin assinou uma ordem para que o vice-primeiro-ministro do país, Andrei Belousov, substituísse Mishustin.

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