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Protestos

Marcha dos indignados mobiliza milhares ao redor do mundo

Em Roma, alguns manifestantes incendiaram carros, quebraram vitrines de lojas e agências bancárias e vandalizaram os escritórios do ministério da Defesa

  • Reuters e Agência O Globo
  • Atualizado em às
Milhares de “indignados” participam de marcha na Espanha |
Milhares de “indignados” participam de marcha na Espanha
 
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Manifestantes saíram às ruas no sábado (15) ao redor do mundo para acusar banqueiros e políticos de destruir economias, mas somente em Roma o "dia global da raiva" degringolou para a violência.

Estimulado pelo movimento Occupy Wall Street, os protestos começaram na Nova Zelândia, passaram pela Europa e espera-se que voltem a Nova York, seu ponto inicial. Os protestos atingiram a maior parte das capitais europeias e outras cidades.

Eles coincidiram com o encontro do G-20 em Paris, onde ministros das finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias estavam mantendo conversas sobre a crise.

A maior parte dos protestos foi pequena e mal chegou a atrapalhar o trânsito, mas em Roma as manifestações atraíram dezenas de milhares de pessoas, que se enfileiravam pelas ruas estreitas do centro por quilômetros.

Alguns manifestantes usando máscaras incendiaram carros, quebraram vitrines de lojas e agências bancárias e vandalizaram os escritórios do ministério da Defesa. A polícia utilizou jatos de água para dispersar a multidão que atirava pedras, garrafas e rojões.

Na região Ásia-Pacífico, porém, a situação foi tranquila. Em Auckland, principal cidade da Nova Zelândia, cerca de 3 mil pessoas cantaram e tocaram tambores, denunciando a ganância corporativa.

Em Sydney, 2 mil pessoas, incluindo aborígenes, comunistas e sindicalistas protestaram em frente ao central Reserve Bank australiano.

Em Tóquio, centenas de pessoas fizeram passeata, incluindo alguns manifestantes com o bordão anti-nuclear. Outras dezenas protestaram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Manila segurando cartazes com os dizeres "Abaixo ao imperalismo norte-americano" e "As Filipinas não estão à venda".

Mais de 100 pessoas se reuniram em frente à bolsa de valores de Taipei, para entoar dizeres como "somos Taiwan 100 por cento", e afirmando que o crescimento econômico tinha beneficiado apenas as empresas, enquanto os salários da classe média mal cobriam os custos de moradia, educação e saúde.

Em Paris, sede do encontro do G-20, uma trupe de músicos animava centenas de manifestantes no bairro operário de Belleville, numa passeata que iria até o centro.

Em Sarajaveo, na Bósnia, centenas foram às ruas carregando imagens de Che Guevara e velhas bandeiras comunistas que se lia "Morte ao capitalismo, a liberdade para o povo."

No Brasil, estão programadas manifestações em Rio de Janeiro, São Paulo e várias outras cidades. Na Espanha, os protestos se arrastam desde maio e atinge vilas e áreas rurais. Neste sábado, seis marchas a convergir para o Puerta del Sol, em Madrid, antes do anoitecer. No Canadá, foram planejados protestos em Montreal e Vancouver.

Os manifestantes em Roma, que se autoproclamavam "os indigados", incluíam desempregados, estudantes e aponsentados.

Os protestos globais foram uma resposta em parte aos pedidos dos manifestantes de Nova York para que mais pessoas se juntassem a eles. Seu exemplo também provocou ocupações semelhantes em algumas cidades norte-americanas.

Na Alemanha, onde a simpatia pelos problemas de dívida dos países periféricos da Europa é pequena, milhares se reuniram em Berlim, Hamburgo e Leipzig e do lado de fora do banco central europeu (BCE) em Frankfurt.

Centenas de pessoas se reuniram também em Londres perto da St. Paul's Cathedral para o protesto "Occupy the London Stock Exchange". Manifestações semelhantes ocorreram em Viena e Helsinki, assim como na Grécia, onde os manifestantes fizeram uma passeata contra os planos de austeridade fiscal do governo.

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