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Morre na Venezuela, aos 58 anos, o presidente Hugo Chávez

O presidente venezuelano lutava havia dois anos contra um câncer na região pélvica. O funeral de Chávez está marcado para a manhã desta quarta-feira

  • Gazeta do Povo, com agências
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu nesta terça-feira (5), na capital do país, Caracas, vítima de complicações em decorrência de um câncer na região pélvica. O anúncio foi feito em rede nacional de rádio e televisão pelo vice-presidente, Nicolás Maduro."Às 16h25 locais (18h55 de Brasília) de hoje, 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frias", disse o vice-presidente venezuelano visivelmente emocionado. "É um momento de profunda dor", resumiu Maduro.

Chávez havia passado por sua quarta - e última - cirurgia no dia 11 de dezembro, em Cuba. Nos últimos dois anos, o "comandante" venezuelano lutava contra um câncer. A morte encerra um período de 14 anos de Chávez no comando do país, reeleito por quatro mandatos consecutivos.

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O governo da Venezuela vai realizar a cerimônia oficial de funeral para o presidente Hugo Chávez na manhã desta sexta, às 10 da manhã (horário local; 12h30 em Brasília) e anunciou sete dias de luto após a morte do líder.

O corpo de Chávez será levado do hospital militar de Caracas, onde ele morreu, para uma academia militar na capital até sexta-feira. Vários chefes de Estado regionais devem participar da cerimônia.

A Venezuela decretou uma semana de luto oficial e todas as aulas foram suspensas até a próxima sexta-feira (8), quando o corpo de Hugo Chávez será velado. A morte do presidente sacudiu a capital venezuelana, onde algumas centenas de chavistas tomaram as ruas na noite desta terça-feira (5), após o anúncio feito pelo vice-presidente Nicolás Maduro. Nos arredores da Praça Bolívar, a principal de Caracas, momentos de um luto silencioso se misturaram a outros de entoação do hino nacional, alternado com palavras de ordem como "Chávez fica, não vai embora".

Polêmico

De um lado, Chávez deixa milhões de simpatizantes que adoravam seu estilo carismático, sua retórica anti-Estados Unidos e suas políticas financiadas com recursos do petróleo que levavam alimentos subsidiados e clínicas de saúde gratuitas para bairros mais pobres.

Em outra via, seus críticos questionavam seu estilo personalista, as nacionalizações promovidas pelo seu governo e o frequente tratamento duro reservado aos oponentes como evidência de um ditador egocêntrico, cuja política econômica equivocada desperdiçou um período de bonança com as receitas do petróleo.

Maduro ordenou ainda a instituição de um dispositivo militar e policial especial para garantir "a paz" do país, após a morte do presidente. “"Estava previsto um esquema especial de toda a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), que neste momento está se preparando para acompanhar e proteger nosso povo", declarou.

Com a morte de Chávez a expectativa é de que novas eleições sejam convocadas em 30 dias. De acordo com a Constituição do país, o vice-presidente só pode assumir o cargo se o presidente morrer depois de permanecer por quatro anos no mandato (na Venezuela, o mandato é de seis anos).

Biografia

Chávez nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta. Segundo filho entre oito irmãos, antes de se tornar cadete das Forças Armadas, sonhou em ser jogador profissional de beisebol. A infância de Chávez ocorreu em uma época pós-ditadura militar. Na ocasião, a Venezuela vivia os uma democracia incipiente, sob receitas crescentes advindas de petroleiras.

Nas Forças Armadas, enquanto subia na hierarquia militar, estudava os escritos do libertador da Venezuela, Simón Bolívar, além de estudar os filósofos Nietzsche e Plekhanov. Nesta época, começou a prestar atenção à extrema pobreza e desigualdade social do país, em meio ao surgimento de uma elite venezuelana.

Chávez organizou militares em uma conspiração para substituir o que classificava de uma falsa e venal democracia. Em 1992, liderou uma tentativa fracassada de golpe militar. Apesar disso, seu discurso de rendição, transmitido em rede nacional, impulsionou sua carreira política.

Após dois anos de prisão, Chávez foi libertado e adotado como líder nominal por uma coalizão de movimentos de base e partidos de esquerda. Nas eleições de 1998, este grupo o levou à vitória, com apoio não apenas dos pobres, mas de classe média saturada dos partidos políticos tradicionais.

Pouca gente fora da Venezuela, até então conhecida apenas por misses e pelo petróleo, sabia como avaliar a chegada ao poder de um líder temperamental que elogiava Fidel Castro, mas que dizia não ser nem de direita nem de esquerda, mas sim adepto de uma "terceira via" à moda do britânico Tony Blair. Em poucos anos, Chávez se tornou uma das figuras mais reconhecíveis, e polarizadoras, do planeta.

Em abril de 2002, o presidente foi alvo de um golpe de estado, conduzido por elites venezuelanas, com o apoio de George W. Bush. Reconduzido ao poder, Chávez radicalizou seu discurso: passou a declarar-se socialista e estatizou setores da economia. Com a disparada nos preços do petróleo, custeou a abertura de clínicas de saúde equipadas com pessoal cubano e outros programas sociais, aliviando a pobreza.

O presidente era, constantemente, criticado por ter aparelhado a mídia estatal para promover um culto de personalidade. Além disso, oposicionistas o acusavam de ter reforçado o controle sobre as Forças Armadas, o Judiciário e o Legislativo.

Em 2000, um ano depois da aprovação da nova Constituição do país, Chávez voltou a ganhar as eleições. No ano passado, o presidente foi reeleito para um novo mandato de seis anos.

Hugo Chavez, da infância ao poder

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Vídeos polêmicos

Hugo Chávez chama o ex-presidente norte-americano George W. Bush de "diabo" na ONU:

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