i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Saúde

Estudo questiona eficácia de stents

  • PorGina Kolata
  • The New York Times
  • 06/07/2015 22:00
Um estudo compara diferentes tratamentos para anginas estáveis. Harmony R. Reynolds, um dos pesquisadores, com um paciente | Yana Paskova/The New York Times
Um estudo compara diferentes tratamentos para anginas estáveis. Harmony R. Reynolds, um dos pesquisadores, com um paciente| Foto: Yana Paskova/The New York Times

Milhões de pacientes possuem stents —pequenos tubos metálicos— inseridos em suas artérias coronárias, e muitos acreditam que isso garante proteção contra ataques cardíacos. Afinal, o stent desbloqueia uma artéria parcialmente obstruída, fazendo desaparecer a dor sentida pelo músculo cardíaco quando o suprimento sanguíneo é insuficiente.

Embora seja inquestionável a importância do stent para salvar a vida de pacientes que estão sofrendo um infarto ou uma ameaça de infarto, ainda não há evidências convincentes de que ele reduza o risco de infarto nas pessoas que sofrem de angina estável.

Esses pacientes sentem constrição ou desconforto no peito quando sobem um morro, por exemplo, porque uma artéria coronária parcialmente bloqueada priva seu coração de sangue.

Agora, o Instituto Nacional de Coração, Pulmões e Sangue dos EUA planeja averiguar se os stents de fato previnem ataques cardíacos. A resposta pode mudar o protocolo de atendimento de milhares de pacientes.

Neurologistas estudam pessoas que não conseguem visualizar imagens mentalmente

Em 2005, o neurologista Adam Zeman, da Escola Médica da Universidade de Exeter, no Reino Unido, recebeu um paciente de 65 anos com uma queixa que até então lhe era inédita. Depois de passar por um pequeno procedimento cirúrgico, o homem percebeu, de repente, que não conseguia mais visualizar imagens mentalmente.

Leia a matéria completa

O tratamento típico para a angina consiste em inserir um cateter de um vaso sanguíneo na virilha até o coração, injetar um pigmento que permita ao cardiologista enxergar obstruções nas artérias em radiografias e então inserir um stent nas áreas bloqueadas.

Os stents são seguros, mas seu custo é alto, passando de US$ 10 mil nos EUA. Além disso, eles nem sempre constituem uma solução permanente para a dor de peito.

Os stents foram introduzidos na década de 1990. Pelo fato de aliviarem a dor e serem muito menos invasivos que a cirurgia de “bypass” coronário, eles passarem a ser recomendados pelos médicos e usados como forma de prevenir ataques cardíacos em pacientes estáveis.

“Pensava-se que era melhor entrar com um stent que abrir o peito do paciente”, explicou o cardiologista Harmony R. Reynolds, do Centro Médico NYU Langone. “Hoje, porém, as opções medicamentosas são tão boas que não está claro se a cirurgia acrescenta algo de positivo para pacientes estáveis.”

Um estudo feito em 2007 mostrou que os stents não impedem infartos e mortes de pacientes estáveis. No entanto, muitos cardiologistas duvidaram do resultado.

Alguns disseram que a maioria dos pacientes envolvidos nessa pesquisa apresentava risco tão baixo de infarto que não fazia diferença qual tratamento recebessem.

O novo estudo busca evitar a falha metodológica presente no estudo de 2007. Os pacientes não fazem angiogramas —o exame em que o pigmento é injetado nas artérias coronárias—antes de ser encaminhados a um tratamento.

Em vez disso, eles são aceitos com base em exames não invasivos que indicam a presença de artérias bloqueadas e risco alto de infarto. Seus médicos sabem apenas que há uma artéria bloqueada —não sabem qual artéria nem o grau de obstrução—, de modo que não podem identificar os pacientes que acreditam que necessitam de stents e impedi-los de participar do estudo.

Por trás da discussão sobre a utilidade dos stents está a incerteza em relação a como e porque os ataques cardíacos ocorrem.

Durante anos, a ideia comum era que os infartos seriam causados pelo entupimento de uma artéria. Segundo essa visão, placas —massas semelhantes a espinhas— bloqueavam uma artéria coronária e aumentavam de tamanho até impedir a passagem do sangue. O stent seria necessário para abrir a artéria, antes que ela se fechasse por completo.

Porém, outra hipótese, que defende ser impossível prever onde um infarto pode se originar, vem ganhando força. Para essa teoria, o infarto pode começar em qualquer lugar onde existam placas, mesmo que elas não estejam obstruindo o fluxo de sangue na artéria. Um pedaço de placa pode se abrir, numa ocorrência imprevisível. O sangue começa a coagular na região lesionada. Em pouco tempo, o coágulo entope a artéria. O resultado é um ataque cardíaco.

Um estudo publicado em 2011 constatou que apenas um terço dos infartos se originam em placas que estavam bloqueando pelo menos metade de uma artéria, como se vê em um angiograma. Os outros começaram com a ruptura de placas que não aparentavam representar problema.

De acordo com essa hipótese, a área parcialmente bloqueada visível em um angiograma não tem mais chances de ser palco de um ataque cardíaco que qualquer outra área com placa.

Medicamentos como estatinas ajudariam a evitar um ataque cardíaco, assim, ao modificar a natureza das placas, reduzindo sua tendência à ruptura.

Assim como os stents, o tratamento medicamentoso também pode reduzir a dor no peito, ainda que para isso possa levar meses.

A questão tem o potencial de afetar muitos pacientes cardíacos. “Metade das pessoas com mais de 65 anos tem obstruções”, disse o médico Gregg W. Stone, da Universidade Columbia, em Nova York.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.