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As casas na árvore de Foster Huntington, o Octógono (esq.) e o Estúdio, são ligadas por uma ponte de corda | Kyle Johnson/The New York Times
As casas na árvore de Foster Huntington, o Octógono (esq.) e o Estúdio, são ligadas por uma ponte de corda| Foto: Kyle Johnson/The New York Times

As pessoas falam em largar o emprego. Dizem que vão deixar para trás a loucura da cidade e ir embora. Poucas o fazem.

Mas uma delas é Foster Huntington; ele trabalhava em Nova York. Tinha um futuro brilhante na indústria da moda. Mas acabou se libertando. Agora, ele mora em uma casa na árvore.

“Poderia ter comprado uma casa, mas isso é muito melhor. Para mim, é a realização de um sonho de infância”, disse Huntington, ao lado de um enorme pinheiro.

Desde o ano passado, Huntington, de 27 anos, mora entre os pinheiros no topo de um colina no sudoeste do estado de Washington. A terra vasta e plana tem vista para uma fazenda em um vale. Ao sul, passando algumas montanhas fica a garganta do rio Columbia.

À noite, na casa da árvore, é possível ver as luzes de Portland, no Oregon, cerca de 30 quilômetros a oeste.

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Na verdade há duas casas na árvore: a que Huntington chama de Estúdio, uma cabana de cedro vermelho abrigada por três árvores de seis metros de altura que parece flutuar; e o Octógono, que fica a 11 metros do chão, preso ao tronco de um abeto.

Duas pontes — uma delas feita de corda — conectam as estruturas. Lá em baixo há uma onda de concreto: uma pista de skate.

Huntington passou vários meses no ano passado construindo as casas com ajuda de alguns amigos. Contratou empreiteiros para construir a pista. A equipe de construção dormia em uma cabana, ou então em tendas e em seus caminhões. Quando não estavam serrando e pregando tábuas, praticavam arco e flecha, andavam de skate, nadavam e pescavam, ficavam chapados e disputavam corridas de motos.

“Penso nisso aqui como um acampamento de meninos crescidos”, disse Tucker Gorman, amigo de Huntington desde o Colby College, no Maine. Gorman projetou as estruturas com a ajuda de Michael Garnier, um perito de casas de árvore. “Isso aqui é muito parecido com a Terra do Nunca”, disse Gorman.

“Penso nisso como um acampamento de meninos crescidos”, Tucker Gorman, um amigo de Foster Huntington, diz sobre o local, que conta com uma pista de skateKyle Johnson/The New York Times

Huntington deu um nome ao lugar: o Cone de Cinzas, pois a área é de um vulcão antigo. Mas o Cone de Cinzas nem sempre é um parque de diversões. Ele pode ter deixado Nova York para trás, mas não abandonou sua ambição.

Por um tempo, foi pago para ser consultor de mídia social da marca de roupas Patagônia. Ele colabora com a empresa alemã de serviços financeiros Allianz e a fabricante de computadores HP, aparecendo em anúncios on-line que mostram seu estilo de vida. Trabalha como fotógrafo freelancer e escreve um blog de viagens de aventura, “A Restless Transplant”.

Ele faz fotos e vídeos do Cone de Cinzas para seus 965.000 seguidores no Instagram, e está escrevendo um livro sobre o projeto.

Uma das razões pelas quais Huntington construiu as casas é que ele tinha problemas para trabalhar em sua casa anterior, um trailer que usava para viajar pelo oeste.

“Vivi na estrada por três anos. É incrível. uma forma ótima de se viver. Mas é difícil fazer as coisas.”

Há quatro anos, Huntington trabalhava como estilista da Ralph Lauren. Ele pertencia à equipe que bolava as histórias, temas e apresentações por trás de cada coleção. Foi seu primeiro trabalho depois da faculdade, e a princípio achava-o divertido e criativamente desafiador. Mas depois de um ano e meio, percebeu que não se importava tanto com as roupas.

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Aaron Levine, executivo da Club Monaco e ex-colega, disse que Huntington tem uma maneira de transformar sonhos em realidade. “As coisas que os outros falam em fazer, Foster faz”, ele disse.

Porém, quando se cansou da estrada, chamou Gorman. “Um dia o Foster estava tipo ‘cara, eu quero construir umas casas na árvore no Cone de Cinzas’. Foi assim que aconteceu”, disse Gorman.

As duas casas têm fogão a lenha, o que permite que Huntington passe mais tempo lá, mesmo durante as noites frias e chuvosas do noroeste do Pacífico. Dentro, ela é quentinha e bem iluminada. Em uma prateleira ao lado da porta ficam suas câmeras e lentes; seu iMac está em uma mesa, e há uma prancha de surf encostada ao lado dela. Grandes janelas têm vista para os pinheiros.

Huntington considera o Estúdio seu espaço de trabalho e o Octógono seu quarto; a pequena casa que sua mãe construiu, a 30 metros de distância, é a fonte de eletricidade e encanamento.

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Para chegar à casa da árvore mais alta, ele percorre um tipo de escada até outra árvore que suporta uma plataforma. De lá, cruza a ponte de corda até a porta do Octógono.

Lá de cima, uma visão ampla do vale dá a sensação de estar não a 11 metros do chão, mas a cerca de 300. Quando o vale e suas casas são envolvidos pela névoa fria, ele entra em sua banheira ao ar livre e reflete sobre seu tempo em Nova York: o caro apartamento no Upper West Side, o emprego, a sensação de querer mais e mais de tudo.

“Esse mundo parece muito distante”, disse Huntington.

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