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Tremor

Novo forte terremoto atinge a costa do Chile

Tremor na região costeira de Bio-Bio teve magnitude 6,3. Energia chegou a ser cortada, mas não há alerta de tsunami

Sobreviventes do terremoto pegam alimentos em um supermercado destruído, em Concepción: ajuda começa a chegar, mas ainda faltam comida e barracas | Jose Luis Saavedra/Reuters
Sobreviventes do terremoto pegam alimentos em um supermercado destruído, em Concepción: ajuda começa a chegar, mas ainda faltam comida e barracas (Foto: Jose Luis Saavedra/Reuters)
Corpos de vítimas do terremoto no Chile |

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Corpos de vítimas do terremoto no Chile

Mulher caminha em meio a área atingida pelo terremoto no Chile |

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Mulher caminha em meio a área atingida pelo terremoto no Chile

Sobreviventes fazem fila para receber água no Chile |

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Sobreviventes fazem fila para receber água no Chile

Sobrevivente busca produtos aproveitáveis em meio a destroços deixados pelo terremoto |

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Sobrevivente busca produtos aproveitáveis em meio a destroços deixados pelo terremoto

Um forte terremoto de magnitude 6,3 atingiu a costa do Chile nesta sexta-feira (5), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA.

O tremor ocorreu na costa da região de Bio-Bio, às 6h19 locais (mesmo horário de Brasília).

O abalo localizou-se a uma profundidade de 35 km, a 40 km da cidade de Concepción e a 440 km da capital, Santiago.

A energia elétrica chegou a ser cortada por alguns minutos e várias pessoas foram às ruas na cidade de Concepción, com medo do tremor, que teve cerca de um minuto de duração.

Não houve alerta imediato de tsunami, segundo o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico. A Marinha do Chile também descartou minutos depois a possibilidade de uma onda gigante.

Minutos antes do tremor, às 6h08, houve outro, de magnitude 4,7 graus e com epicentro em terra firme perto de San Rosendo, cerca de 570 quilômetros ao sul de Santiago. Durante a madrugada houve outros terremotos, o primeiro à 0h34 e de 5,7 graus. Mais tarde, às 7h31, a costa teve outro tremor de magnitude 5,1. O terremoto é o segundo mais forte dos vários que se seguiram a um grande abalo de magnitude 8,8, ocorrido na madrugada de sábado, 27 de fevereiro, provocando tsunamis e matando pelo menos 802 pessoas em várias regiões do pais.

Apesar de esperados, os tremores secundários têm assustado as populações na região da cidade de Concepción e também na capital, Santiago.

Luto

O país decretou três dias de luto nacional a partir do próximo domingo pelas vítimas do terremoto, ao mesmo tempo que prosseguem as operações de resgate e ajuda.

Nesta sexta-feira, o Chile recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que no sábado visitará a região do desastre.

Bachelet verificou na quinta-feira a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas.

A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.

Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

Em Concepción (500 km ao sul de Santiago), que ainda está sob toque de recolher em consequência dos saques e vandalismo após o terremoto e o tsunami, as pessoas ainda protegem as casas por conta própria, apesar da presença de 14 mil soldados nas áreas de desastre.

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