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Tanques que carregavam combustível para ajudar forças da Otan no Paquistão são incendiados em Nowshera | AFP
Tanques que carregavam combustível para ajudar forças da Otan no Paquistão são incendiados em Nowshera| Foto: AFP

Talibãs aliados à Al Qaeda incendiaram em Nowshera (noroeste do Paquistão) pelo menos 26 caminhões-tanque, que transportavam combustível para as forças da Otan no Afeganistão, em mais uma represália aos ataques quase diários dos aviões teleguiados americanos.

Esta é a quinta vez em uma semana que os insurgentes atacam caminhões de abastecimento da Otan.

Em Nowshera, os insurgentes abriram fogo e lançaram foguetes que provocaram incêndios, indicou Nisar Ahmed Tanoli, chefe da polícia local. Segundo ele, pelo menos 26 caminhões de 70 pegaram fogo.

Os ataques foram reivindicados por talibãs paquistaneses "em represália contra os ataques de aviões sem piloto americanos" na região tribal do noroeste, na fronteira com o Afeganistão.

Um funcionário do terminal de uma das companhias paquistanesas privadas proprietárias dos caminhões morreu no ataque, segundo a polícia.

"Homens não identificados atacaram o terminal onde estavam estacionados entre 35 e 40 caminhões-tanque e abriram fogo", explicou Hamid Shakeel, oficial da polícia de Quetta (sudoeste), capital da província do Baluquistão. O primeiro ataque aconteceu em Ajtarabad, nos subúrbios de Quetta.

Os talibãs paquistaneses aliados à Al Qaeda imediatamente reivindicaram o ataque, o quarto em seis dias. Ao todo, 60 caminhões de abastecimento da Otan já foram destruídos.

Pelo menos 25 caminhões-pipa com abastecimento de água da OTAN foram destruídos ou danificados em um ataque rebelde no Paquistão.

Mais da metade da equipe e do combustível destinados aos quase 150.000 soldados das forças internacionais que combatem os talibãs no Afeganistão - dois terços dos quais são americanos - atravessa o Paquistão.

Os comboios circulam principalmente pela passagem de Khyber, no noroeste, mas também pelo Baluquistão.

Na sexta-feira, em Sind, 20 homens armados atacaram e incendiaram 37 veículos carregados com material para a Otan que se dirigiam para o noroeste.

Na noite de domingo, nos subúrbios de Islamabad, um comando fortemente armado incendiou cerca de 20 caminhões em um estacionamento. Três motoristas e seus ajudantes morreram.

Há anos, os ataques contra comboios destinados à Otan são frequentes e se concentram principalmente na passagem de Khyber.

"Reivindicamos o ataque de Quetta", declarou Azam Tariq, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP).

"Vamos intensificar nossos ataques à medida que os dos drones (aviões não tripulados) aumentarem", alertou.

O TTP, aliado da Al Qaeda, é o principal responsável por uma onda de 400 atentados - a maioria suicidas - que já deixaram mais de 3.700 mortos no Paquistão em três anos.

Nesta quarta-feira, o embaixador do Paquistão nos Estados Unidos revelou à BBC que o aumento dos ataques com aviões sem piloto (drones) contra as zonas tribais do Paquistão está relacionado com os recentes planos da Al-Qaeda para cometer atentados na Europa.

"Acredito que a atividade que observamos no Waziristão do Norte em termos de ataques (...) está relacionada às ameaças terroristas potenciais na Europa", declarou o embaixador Husein Haqqani à BBC.

Mais cedo, a BBC informou que um cidadão britânico morto em um ataque de avião sem piloto no início de setembro, no Waziristão do Norte, era treinado para liderar um novo braço da Al-Qaeda na Grã-Bretanha com a missão de cometer atentados na Europa.

Abdul Jabbar, cidadão britânico residente no Paquistão, treinava para dirigir este novo grupo, chamado de Exército Islâmico da Grã-Bretanha, que estaria ligado aos planos de ataque revelados recentemente pelos serviços de inteligência ocidentais e visando grandes cidades de Grã-Bretanha, França e Alemanha.

Nesta quarta-feira, mísseis disparados por aviões teleguiados americanos em dois ataques mataram pelo menos oito insurgentes nessa região, segundo altos oficiais paquistaneses.

Vinte e seis ataques deste tipo já foram efetuados em pouco mais de um mês na região, na campanha que a CIA realiza contra os membros da Al-Qaeda e dos talibãs.

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