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A Agência de Segurança Nacional (NSA) americana reuniu dados de 122 chefes de Estado. Os dados - onde aparecem também os nomes dos presidentes do Peru, da Somália e de Belarus - eram coletados desde maio de 2009. A lista de líderes internacionais espionados pelos EUA contava ainda com nomes como o de Abdullah Badawi, então recém-afastado como premier da Malásia e Yulia Timoshenko, atual líder opositora ucraniana, na época primeira-ministra do país. Nos arquivos, mais de 300 relatórios eram sobre a chanceler alemã, Angela Merkel. A informação foi revelada neste sábado pela revista "Der Spiegel", com base em vazamentos do ex-técnico da CIA, Edward Snowden.

A justificativa de espionar personalidades era conseguir informações sobre "objetivos que, de outra maneira, seriam difícil de conseguir", de acordo com um dos documentos. A fonte principal com informações sobre a chanceler alemã é a base de dados denominada "Marina", que recolhe metadados sobre telefonemas - como quem fez a ligação, quando e por quanto tempo durou a conversa.

O documento mostra que Merkel é um dos grandes alvos da espionagem americana - em especial para a NSA -, o que "poderia ser uma prova importante" aos olhos da justiça alemã, que, segundo a revista, pretende decidir nos próximos dias sobre a abertura de um inquérito judicial sobre as suspeitas de espionagem. Desde meados de 2013, a agência está no centro de um escândalo, quando Snowden revelou o alcance do programa de espionagem dos EUA, que incluía dirigentes de países aliados e amigos.

Documentos divulgados em outubro de 2013 por Snowden mostravam que a NSA havia grampeado o telefone celular de Merkel durante anos.

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