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Jerusalém - Além de terem de contornar a escassez de medicamentos, energia elétrica, gás de cozinha, combustíveis e alimentos, os habitantes da faixa de Gaza evidenciavam ontem temor de ir aos templos muçulmanos da região.

"Os hospitais e as mesquitas eram os lugares mais seguros. Mas, hoje, notei que as pessoas estão preocupadas e com medo de ir às mesquitas para fazer suas orações, porque os israelenses as atingiram na ofensiva’’, disse Hazem Balousha, que reporta para o jornal britânico Guardian, de Gaza.

Ele relatou ao menos cinco templos bombardeados na região. Uma das mesquitas atingidas é próxima do hospital Shifa, o principal de Gaza.

No campo de refugiados de Jabaliya, os escombros causados pelo ataque aéreo a um templo mataram soterradas cinco irmãs de uma mesma família na noite de domingo.

"Estávamos dormindo quando ouvi uma enorme explosão, e a mesquita despencou sobre minha casa’’, declarou à agência France Presse Anwar Baalucha, o pai das garotas.

Também ferido, ele abandonou ontem o hospital para acompanhar os funerais. Estava com o corpo coberto de equimoses e feridas e caminhava escorado em parentes.

Segundo vizinhos que ajudaram no resgate, a falta de luz atrapalhou a busca sob os escombros. Balousha contou que, desde sábado, Gaza teve cerca de 8 horas diárias de fornecimento de energia.

Hamada Abu Qammar, o correspondente da britânica BBC em Gaza, foi além da falta de eletricidade. Conforme seu relato, "há falta de tudo – a agência humanitária da ONU, UNRWA, não conseguiu entregar mantimentos para cerca de 750 mil pessoas’’.

Morador de Gaza, ele narrou que há raras lojas abertas (o que dificulta a aquisição de alimentos) e que as ruas da cidade estão desertas, salvo pelos poucos carros levando casos urgentes ao hospital e famílias protestando conforme conduziam seus cadáveres ao cemitério.

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