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O presidente do Peru, Pedro Castillo, durante visita a La Paz, Bolívia, 30 de outubro. Castillo ameaçou cortar publicidade estatal de alguns meios de comunicação
O presidente do Peru, Pedro Castillo, durante visita a La Paz, Bolívia, 30 de outubro. Castillo ameaçou cortar publicidade estatal de alguns meios de comunicação| Foto: EFE/ Martín Alipaz

O diretor para as Américas da organização Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco, acusou nesta quarta-feira o presidente do Peru, Pedro Castillo, de minar a liberdade de expressão no país, depois do chefe de governo ameaçar retirar a publicidade estatal de alguns veículos de comunicação.

"O uso arbitrário dos recursos públicos para premiar bajuladores do governo e castigar críticos reduz a liberdade de expressão", afirmou o dirigente da ONG, em postagem no Twitter.

Vivanco completou que a prática utilizada por Castillo já é conhecida na América Latina, "ao ameaçar retirar a publicidade oficial dos meios que não agradam".

Ontem, o presidente peruano criticou diversos veículos de comunicação do Peru, pela difusão de imagens da recente viagem que fez à cidade de Arequipa, no sul do país, onde era possível ver pessoas que o xingavam e pediam seu impeachment.

"Devo condenar algumas atitudes nefastas de alguns meios, que editaram que eu estava sozinho, o que não é certo", afirmou Castillo nesta terça-feira.

O presidente ainda disse que esses veículos de comunicação pedem que "em vez de dar água à população, que seja dado orçamento para que falem bem do governo".

"Não vou permitir que seja dado um centavo àqueles que distorcem a realidade", disse Castillo.

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Eduardo González, anunciou que só atenderia jornalistas de veículos que não causassem problemas a ele.

A tensão entre Castillo e a imprensa do Peru foi iniciada ainda durante a campanha eleitoral, em que o agora presidente afirmou ter sido classificado como "terrorista", por ter liderado um dos principais sindicatos do país, que tem supostas ligações com o braço político do grupo Sendero Luminoso, o que ele nega.

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