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O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu a todos os partidos do Líbano e da Síria que não interfiram no trabalho do tribunal do órgão que investiga o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. A mensagem de Ban foi claramente dirigida ao grupo militante libanês Hezbollah e à Síria, que é sua aliada e está fazendo uma campanha para tentar atrapalhar o tribunal ao levantar dúvidas sobre a neutralidade das investigações.

Nesta semana, o Judiciário da Síria emitiu mandados de prisão contra 33 pessoas que supostamente estavam atrapalhando a investigação, dentre elas Detlev Mehlis, investigador-chefe da ONU. O ministro de Relações Exteriores sírio, Walid al-Moallem, disse que seu país está trabalhando com a Arábia Saudita no alívio das tensões no Líbano. Damasco e Riad já foram grandes rivais, mas recentemente fizeram uma demonstração de cooperação sem precedentes para interromper uma erupção de violência relacionada à investigação do assassinato de Hariri, ocorrido em 2005.

O assassinato do ex-primeiro-ministro deu início a uma onda de turbulências no Oriente Médio. Muitos temem que possa haver mais violência se o tribunal da ONU que investiga o caso indiciar membros do Hezbollah. A Arábia Saudita era uma forte aliada de Hariri, um importante político sunita, enquanto a Síria apoia do Hezbollah. Walid al-Moallem afirmou hoje que tanto a Síria quanto a Arábia Saudita querem estabilidade no Líbano.

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