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O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, uniu-se nesta segunda-feira à comunidade internacional e ressaltou que os países aliados "não reconhecem os resultados" do referendo realizado na região autônoma ucraniana da Crimeia.

"O referendo na Crimeia é ilegal e ilegítimo, viola a Constituição ucraniana e a lei internacional. Os aliados da Otan não reconhecem os resultados" dessa consulta popular, afirmou Rasmussen em uma declaração oficial.

Além disso, o secretário-geral ressaltou que "as condições nas quais foi realizado (o referendo) foram absolutamente inadequadas e, portanto, inaceitáveis".

A Otan assinalou por sua parte que "isso testemunha o caráter precipitado da apuração, organizado em um contexto de intervenção militar, da mesma forma que com restrições impostas aos meios de comunicação e também com manipulações".

A organização acrescenta que o referendo foi organizado "excluindo toda possibilidade de (manter) um debate livre e da livre reflexão, o que priva por sua vez à consulta de toda credibilidade".

O resultado foi de 96,77% a favor da reunificação com a Rússia e hoje o parlamento da Crimeia aprovou uma resolução pela qual se declarou independente da Ucrânia e pediu oficialmente sua adesão a Moscou.

"Pedimos à Rússia que siga a via de diminuir tensões, concretamente pondo fim a todas suas atividades militares contra a Ucrânia", ressalta o comunicado aliado.

Os aliados renovaram seu pleno apoio da soberania e integridade territorial da Ucrânia, assim como do princípio de inviolabilidade de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.

Os vinte e oito Estados-membros da Otan se somaram assim à União Europeia, que qualificou o referendo na Crimeia do domingo nos mesmos termos e cujos ministros das Relações Exteriores decidiram sancionar 13 responsáveis russos e oito ucranianos da instabilidade na região autônoma ucraniana da Crimeia.

Rasmussen, além disso, se referiu à reunião que teve nesta segunda-feira nos quartéis-gerais da Otan em Bruxelas com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia interino, Andrei Deschitsa.

"Foi uma reunião muito positiva", assinalou o secretário-geral aliado igualmente mediante uma mensagem em uma rede social

O secretário-geral acrescentou que foram abordadas as maneiras de reforçar a cooperação entre Ucrânia e a Otan, assim como a situação nesse país e em sua região autônoma da Crimeia.

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