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Um cidadão norte-americano de origem paquistanesa que tentou explodir um carro-bomba na Times Square, em Nova York, foi sentenciado na terça-feira à prisão perpétua.

Faisal Shahzad, 31 anos, admitiu em junho ser responsável pelo atentado fracassado em Manhattan em 1o de maio. Ele confessou aos investigadores ter recebido treinamento em fabricação de bombas do Taliban paquistanês e que o grupo financiou a conspiração.

Na terça-feira pela manhã ele foi sentenciado na corte federal de Manhattan, pela juíza Miriam Goldman Cedarbaum, à prisão perpétua sem chance de libertação condicional.

Shahzad, que vivia no Estado vizinho de Connecticut e ganhou cidadania norte-americana em 2009, estacionou um utilitário esportivo na Times Square com o motor e pisca-alerta ligados numa noite de sábado.

Mas vendedores de rua alertaram a polícia sobre o veículo em questão de minutos, e milhares de pessoas foram retiradas da área, na movimentada região dos teatros em Nova York. Um esquadrão antibombas desativou a bomba rudimentar, que incluía fogos de artifício e tanques de gás propano.

Shahzad, cuja mulher e dois filhos vivem no Paquistão, disse aos investigadores que pensava que sua bomba mataria pelo menos 40 pessoas e que planejara um segundo ataque a bomba para duas semanas depois. Não foi identificado o segundo alvo.

Filho de um vice-marechal aposentado da força aérea paquistanesa, Shahzad foi detido dois dias após a tentativa de ataque, no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, em um avião que ia decolar para Dubai. Ele pretendia retornar ao Paquistão.

Ele se confessou culpado em dez acusações, incluindo tentativa de uso de arma de destruição em massa e tentativa de terrorismo transcendendo fronteiras nacionais.

A promotoria pediu a pena de prisão vitalícia para Shahzad para desestimular a radicalização de cidadãos norte-americanos.

Ex-analista orçamentário que trabalhava para uma firma de marketing no estado de Connecticut, Shahzad usou a Internet para estudar a Times Square, visando maximizar os possíveis danos. Os promotores disseram que ele consultou militantes no Paquistão durante o processo de produção de sua bomba.

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