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Paralisação agrava crise no setor

Aéreas enfrentam gastos astronômicos com interrupção de atividade por um fator que, em geral, não está coberto nas apólices de seguro

  • Helena Carnieri, com agências
Aviões suecos parados: caos começa a prejudicar a economia europeia |
Aviões suecos parados: caos começa a prejudicar a economia europeia
 
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Paralisação agrava crise no setor

O prejuízo conjunto de mais de US$ 200 milhões que as companhias europeias estão enfrentando por dia desde o início do caos aéreo, estimado pela Associação Internacional de Transporte Aé­­reo (Iata, na sigla em inglês), se re­­fere mais à interrupção da atividade do que à acomodação de passageiros, de acordo com analistas do setor.

Isso porque, apesar de muitas empresas estarem atendendo seus clientes que já estavam em trânsito com o pagamento de diárias de hotel e alimentação, a maioria dos contratos de venda de bilhete aéreo prevê que a responsabilidade por problemas de causa meteorológica e ambiental é do próprio passageiro.

As companhias insistiam on­­tem com as autoridades aeronáuticas para voltar a operar, já que aquilo que estão desembolsando a mais, somado ao que estão deixando de ganhar, em geral não é coberto por apólices de seguro.

“As seguradoras (em geral) não cobrem a paralisação da atividade. Cobririam no caso de um acidente” em decorrência da nuvem de cinzas, disse o especialista do transporte aéreo Mauro Martins à Gazeta do Povo.

Este é mais um problema en­­frentado por um setor já em crise. “O impacto financeiro (da paralisação) é grande porque as empresas operam com margens muito pequenas. Este é um setor que tem prejuízo há muitos anos”, disse o sócio da Bain & Company André Castellini à reportagem.

Ainda que os voos sejam retomados na quinta-feira, conforme previsto ontem, a semana de pa­­ralisação deve trazer um impacto importante inclusive à economia do bloco europeu. “Se isso for demorar, significaria de fato um transtorno muito sério à vida econômica da Euro­­pa”, disse o co­­­missário Karel De Gucht.

“Atrasa a recuperação da crise no mundo todo”, prevê ainda o diretor da Multiplan Consultores Aeronáuticos, Paulo Sampaio, em entrevista à Gazeta. “É uma interrupção de operação muito grande, que corresponde a uma greve parcial”, diz.

A quebra de empresas aéreas, no entanto, está fora de questão. “Os governos estão muito paternalistas após a crise de 2008. Qual­­quer aérea com problema de caixa receberá ajuda com certeza”, diz o consultor Mauro Martins.

Um indicativo disso foi dado pela equipe executiva da União Europeia, que afirmou ontem que avalia a possibilidade de abrandar as regras de ajuda estatal para auxiliar as companhias aéreas atingidas por prejuízos na casa dos milhões de euros.

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