Um porta-aviões dos Estados Unidos está se dirigindo nesta quarta-feira para o litoral coreano, um dia depois de a Coreia do Norte ter disparado contra uma ilha sul-coreana.

A iniciativa norte-americana tende a irritar o governo norte-coreano e incomodar também o maior aliado e vizinho da Coreia do Norte, a China.

O porta-aviões USS George Washington, movido a energia nuclear e levando 75 aviões de guerra e 6 mil tripulantes, partiu de uma base naval ao sul de Tóquio e deve se unir às manobras militares sul-coreanos, de domingo até a quarta-feira seguinte, informaram funcionários norte-americanos em Seul.

"Este exercício é de natureza defensiva", informou o comando das forças dos EUA na península coreana. "Embora já tivesse sido planejado bem antes do ataque de artilharia de ontem, que não foi provocado, demonstra a força da aliança dos EUA com a República da Coreia (do Sul) e nosso compromisso com a estabilidade regional por meio da dissuasão", diz um comunicado militar.

A Coreia do Norte acusou o Sul nesta quarta-feira de estar conduzindo a península "à beira da guerra" com "inconsequente provocação militar", e também por adiar o envio de ajuda humanitária aos norte-coreanos.

Nesta quarta-feira o governo sul coreano informou que foram encontrados na ilha os corpos de dois civis mortos, aparentemente em consequencia dos ataques desfechados pela Coreia do Norte na terça-feira. Com isso, elevam-se para quatro o número de sul-coreanos mortos.

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