• Carregando...
O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, durante o European Social Summit em Gotemburgo, Suécia, 17 de novembro. Ele anunciou sua renúncia ao cargo nesta terça-feira (18) | JONATHAN NACKSTRAND / AFP
O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, durante o European Social Summit em Gotemburgo, Suécia, 17 de novembro. Ele anunciou sua renúncia ao cargo nesta terça-feira (18)| Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP

O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, apresentou um pedido de renúncia na noite desta terça-feira (18) em meio a pressões sobre seu governo depois que o maior partido da coalizão saiu do grupo por Michel apoiar o pacto global da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre imigração. O líder belga disse aos legisladores que "estou tomando a decisão da oferecer minha renúncia. Agora vou ver o rei para informá-lo".

Os legisladores vinham exigindo que Michel submetesse seu novo governo minoritário a um voto de confiança, mas o primeiro-ministro havia recusado essa ação até o momento e um confronto parecia provável esta semana. Em meio a pedidos de algumas pessoas na Assembleia para a antecipação das eleições, Michel novamente recusou, dizendo que isso apenas levaria à "estagnação em todo o ano de 2019". A próxima eleição na Bélgica está prevista para ocorrer em maio. 

Leia mais: Futuro chanceler diz que Brasil deixará Pacto Global de Migração

Ao som de aplausos de alguns legisladores belgas, Michel apertou as mãos de diversos ministros do governo após renunciar ao cargo e saiu da Assembleia legislativa. O partido de direita N-VA, que deixou o governo depois que Michel pediu a aprovação parlamentar para apoiar o pacto global da ONU - o que vai na direção contrária à posição da sigla -, fez com que a administração de Michel ficasse conhecida como "a coalizão de Marrakech", em alusão à cidade onde o pacto global da ONU sobre migração foi assinado há alguns dias.

Neste domingo (16), 5.000 manifestantes de direita foram às ruas protestar contra a decisão do governo de assinar o pacto global em Marrakech. Houve cenas de violência e quase 100 pessoas foram presas.

Leia mais: Protestos na Bélgica e na Hungria resumem a política europeia

Fonte: Associated Press.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]