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protesto paraguai
Manifestante enfrenta policial durante protesto contra corrupção e carências no sistema de saúde, exigindo a renúncia do presidente paraguaio Mario Abdo Benitez, em frente ao prédio do Congresso em Assunção, em 5 de março de 2021| Foto: NORBERTO DUARTE/AFP

Uma pessoa morreu e ao menos outras 20 ficaram feridas em protesto contra o governo do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, na noite desta sexta-feira (5), em frente ao Congresso, na capital Assunção. A manifestação reuniu centenas de pessoas, a maioria jovens, segundo relatos da imprensa local, que exigiam a renúncia de "Marito", como é conhecido o presidente, pela forma como seu governo está lidando com a pandemia.

Em um ponto do protesto, alguns manifestantes provocaram a polícia e instigaram os demais a avançar contra uma barreira de segurança. A polícia antimotim reagiu, lançando vários disparos de bala de borracha e gás lacrimogêneo. Vândalos criaram barricadas nas ruas com fogo e atiraram pedras contra a polícia. Alejandro Daniel Florentin, de 32 anos, morreu com ferimento de arma branca, segundo o jornal ABC Color. Pelo menos 9 manifestantes e 12 policiais ficaram feridos. O tumulto terminou quando os policiais, muitos deles sem equipamentos necessários, pediram trégua aos manifestantes.

  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
  • Protestos em Assunção, no Paraguai, em 5 de março de 2021 | Foto: NORBERTO DUARTE/AFP

A oposição acusa as forças de segurança de terem agido com força desproporcional contra os manifestantes. "Repudiamos a repressão policial porque os cidadãos foram violados, porque se houvesse um grupo de infiltrados, violentos, eles [os policiais] deveriam controlar aquele grupo e não sair para reprimir os manifestantes que iam com alegria em uma festa cívica para exercer o seu direito", disse a deputada Kattya González.

Já o ministro do Interior do Paraguai, Arnaldo Giuzzo, declarou que "é uma pena que os jovens tenham levado isso longe demais. São pessoas que buscam apenas destruir". "Essa violência não faz sentido", acrescentou.

Mais cedo, na sexta-feira, o ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, renunciou, depois que uma resolução do Senado pediu seu afastamento. Marito nomeou Julio Borba para assumir o lugar de Mazzoleni no comando da pasta.

A revolta popular contra o governo decorre da alta no número de casos de Covid-19 no país, falta de insumos em hospitais e vacinação lenta, além de casos de corrupção que não foram punidos. O Paraguai está registrando recorde de casos diários de Covid-19, com uma média de 115 infecções por 100.000 habitantes nos últimos sete dias. O país vacinou menos de 0,1% de sua população, de acordo com dados da Reuters.

Protestos contra o presidente paraguaio devem continuar neste sábado (6).

Atualização

Uma versão anterior desta matéria informava que mais de 30 pessoas foram feridas no protesto de sexta-feira (5). O número correto, porém, é de 21 feridos: 9 manifestantes e 12 policiais.

Atualizado em 07/03/2021 às 09:20
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