Príncipe Charles cai no samba no Rio de Janeiro | /Reprodução
Príncipe Charles cai no samba no Rio de Janeiro| Foto: /Reprodução

O mico recente dos três principais candidatos à Presidência da Argentina -- que fizeram uma aparição no programa de TV de maior audiência do país, na segunda-feira (11), onde dançaram com sósias e responderam perguntas picantes -- não é um caso isolado.

A vida pública, muitas vezes, é acompanhada de momentos descontraídos -- e até constrangedores -- em busca de espontaneidade, popularidade ou, simplesmente, aproximação com eleitores. E muitos líderes mundiais, de menor ou maior importância, já foram captados pelas lentes televisivas em situações hilárias.

Quer exemplos? Em 2011, o político governista romeno Edmond Talmacean chamou atenção do mundo a mostrar desenvoltura imitando os passos do rei do pop, Michael Jackson. Em um programa de tevê, ele deu um verdadeiro show que, embora tenha sido divertido, não agradou a todos.

A ministra do Turismo e Desenvolvimento Regional do país, Elena Udrea, se disse constrangida com a atitude do colega e o aconselhou a “ser um pouco mais discreto”.

O príncipe Charles, por sua vez, quebrou a seriedade protocolar britânica ao aparecer em uma série de filmagens raras dançando e até discotecando. O membro da família real não poupa movimentos ousados (até fica de joelhos em determinado momento) em uma compilação que ficou famosa na internet.

Mas a maior contribuição do herdeiro do trono real britânico para a dança aconteceu no Brasil. Em 1978, quando ainda não era tão badalado por aqui , ele visitou o Rio de Janeiro e se empolgou com os passos de uma sambista carioca.

Charles não se segurou e se aventurou a dançar algo parecido com samba. As imagens percorreram o mundo e transformaram Piná, a sambista na ocasião, em celebridade.

O caso mais clássico, no entanto, é o de Boris Yeltsin. O político entrou para a história como o primeiro presidente da Rússia após o fim da União Soviética. Mas uma das características que mais chamaram a atenção no homem que ajudou a Rússia a entrar na economia de mercado foi a “espontaneidade”, principalmente depois de algumas doses de vodka.

Yeltsin dançava em eventos oficiais, quebrava o protocolo diante de outros líderes, tocava tambor e virava canecas de cerveja diante das câmeras.

Importância

No final dos anos 80, Yeltsin era próximo do então presidente soviético, Mikhail Gorbachev, e membro do Politburo. Em 1987, rompeu com o regime e caiu em desgraça entre os comunistas, mas aumentou enormemente sua popularidade. Foi eleito deputado por Moscou em 1989, com 92% dos votos. No mesmo ano, passou a liderar um grupo que pedia reformas no sistema. No ano seguinte, foi eleito chefe do Soviete Supremo da República Russa.

Em 1991, foi eleito presidente da República Russa, que ainda fazia parte da URSS. Durante uma tentativa de golpe por parte dos comunistas, em agosto do mesmo ano, Yeltsin fez um histórico discurso sobre um tanque, enquanto Gorbachev se isolou. Sua popularidade aumentou ainda mais. Em dezembro, negociou com as repúblicas que integravam a URSS e dissolveu a União, criando a Comunidade dos Estados Independentes.

Seu governo foi marcado instabilidade econômica e denúncias de corrupção, mas ele conseguiu se reeleger, por uma pequena margem, em 1996. Mas ele acabou renunciando em 31 de dezembro 1999, sendo substituído por Vladimir Putin. Ele morreu de infarto, no dia 23 de abril de 2007, aos 76 anos.

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