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Depois de uma conversa de duas horas entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o norte-americano, Barack Obama, Moscou reforçou que não tem intenção de enviar tropas armadas para a Ucrânia. O anúncio, feito pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, indica uma tentativa de aliviar as tensões no pior impasse do tipo desde a Guerra Fria. Na sexta-feira (28), os dois presidentes discutiram uma proposta diplomática de Washington para a crise na Ucrânia após a anexação da Crimeia.

"Não temos absolutamente nenhuma intenção ou interesse em cruzar as fronteiras da Ucrânia", disse Lavrov ao canal russo Vesti.

Lavrov afirmou ainda que Moscou e as potências ocidentais se aproximam de um posicionamento comum sobre a crise ucraniana, que abre a porta para um possível "iniciativa conjunta".

"Nossos pontos de vista estão se aproximando. Meu último encontro com o secretário de Estado americano, John Kerry, em Haia e meus contatos com Alemanha, França e outros países mostram que está se esboçando a possibilidade de uma iniciativa comum, que poderia ser proposta à Ucrânia."

O chanceler acrescentou, no entanto, que a Rússia está pronta para proteger os direitos dos russófonos - referindo ao que Moscou vê como ameaças à vida de compatriotas no leste da Ucrânia desde que o presidente ucraniano Viktor Yanukovich foi deposto como presidente.

O Ocidente impôs sanções à Rússia, incluindo a proibição de vistos para alguns funcionários do círculo íntimo de Putin, depois de Moscou anexou a península. E ameaçou sanções mais duras caso Putin envie suas tropas para a região.

Duranta uma conversa telefônica, Obama sugeriu a Putin que a Rússia dê uma "resposta concreta por escrito" à proposta dos EUA, segundo o comunicado da Casa Branca. O presidente norte-americano tem buscado apoio russo para uma solução diplomática em que monitores internacionais garantiriam que os russos da região da Crimeia fossem protegidos e que as tropas russas voltassem para suas bases. Em entrevista à CBS News, Obama já havia reiterado que a Rússia deveria retirar suas tropas da fronteira com a Ucrânia e começar a negociar com a comunidade internacional.

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