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O ministro Exterior russo, Sergei Lavrov, disse que nenhum lado vencerá a guerra civil na Síria, e que China e Rússia seriam incapazes de persuadir o presidente Bashar al-Assad a desistir se tentassem.

A Rússia, aliada do regime, vem suavizando sua posição desde que o enviado do Kremlin ao Oriente Médio foi citado como tendo dito, no início do mês, que os rebeldes podem derrotar o governo de Assad e que a Rússia está se preparando para uma possível evacuação de seus cidadãos, os sinais mais fortes até agora de que a Rússia está se posicionando para uma Síria pós-Assad.

"Escutem, ninguém vai vencer esta guerra", disse Lavrov aos repórteres a bordo de um avião do governo indo de Bruxelas a Moscou após a cúpula UE-Rússia.

"Assad não vai a lugar algum, não importa o que digam, seja China ou Rússia".

Lavrov repetiu que a Rússia rejeitou pedidos de países da região para pressionar Assad a sair ou lhe oferecer asilo, e que sua saída poderia levar a uma intensificação dos combates.

Ele afirmou que o enviado da ONU, Lakhdar Brahimi, que busca estabelecer a paz através da diplomacia, visitará a Rússia antes do final do ano.

Em comentários liberados para divulgação neste sábado, Lavrov declarou ainda que as armas químicas da Síria se concentram em uma ou duas áreas e estão "sob controle" no momento.

Lavrov disse que a maior ameaça em relação às armas químicas sírias é que elas poderiam cair nas mãos dos militantes.

Estima-se que o conflito de 20 meses já matou mais de 40 mil pessoas.

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